Roteirista Ana Victoria Almeida lança Lascas, seu primeiro livro, na Travessa de Ipanema

Lascas

Ser escritora sempre foi um propósito de vida para a roteirista carioca Ana Victoria Almeida. E este desejo, que começou a ser construído em 2017 quando escreveu seus primeiros poemas, se transformará oficialmente em realidade na noite de 29 de abril, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, quando será lançado Lascas, seu primeiro livro, das 19h às 21h.

A obstinação de um dia se tornar escritora começou a ganhar vida quando Ana Victoria, hoje com 28 anos, ainda era uma adolescente, período em que começou a escrever algumas letras. Foi ali que percebeu o quanto a música ilustra importantes momentos de vida de um artista e o quanto esse processo se alinha à arte como um todo e à literatura de maneira especial.

Ana Victoria Almeida
Ana Victoria Almeida

E essa vivência contribuiu para aflorar a escritora que ali existia, uma mulher que ao escrever tenta congelar um tempo de sua vida e a aprender como lidar com fatos que a marcaram de alguma forma. E foi por todo esse aprendizado que Ana Victória começou a escrever os poemas que dariam vida a “Lascas”, publicado pela Editora 7Letras.
“Comecei a escrever os poemas no meu bloco de notas e guardando essas poesias como retalhos, com memórias do que mais me marcou, até que decidi reuni-los em um livro. Isso ocorreu quando escrevi o poema Lascas, ali entendi que tinha um conceito em mãos que perpassava todos meus poemas.”, conta a escritora, ao revelar como aconteceram as etapas de criação de Lascas.

Se a estreia protocolar como escritora acontecerá na noite de lançamento de Lascas, Ana Victoria ressalta que sempre se sentiu parte da literatura, pois o ato de escrever para ela sempre funcionou como uma sobrevivência, uma maneira de dar sentido a tudo que vivia, de deixar registrada suas memórias de vida.

E por que a poesia em seu primeiro livro? A escritora afirma que sua escolha se deu em função da paixão que tem pelo encaixe perfeito das palavras.

“Amo leitura de poesia, amo representar um tempo, uma pessoa, um amor em palavras que soltas não significam muita coisa, mas juntas formam um quebra-cabeça que confecciona uma memória compartilhada. Acho que a poesia retrata um fragmento de memória de forma simples, sucinta e ainda assim marcante. A poesia para mim é algo que flui. Ela não é pensada. Eu escrevo como se fosse um fluxo de consciência de uma só vez”, afirma.

Ana Victória vai mais fundo ao falar de como seu primeiro livro funciona para ela. A escritora ressalta que Lascas é uma espécie de mapa afetivo, “pedaços que se costuram e formam um só coração marcado, talvez manchado, mas sempre colorido, pulsante e lindamente escrito”. Um desses “pedaços” citados pela autora pode ser identificado, por exemplo, em trechos do poema Tocada.

“Sou tocada pelo meu passado
Que permanece comigo não importa qual estado
Posso tentar fugir, mas ele vem lado a lado
De mãos dadas comigo
Porque tudo me toca
também já fui espancada
Espancada pela vida
Pois tudo vem com tamanha rapidez
Que me atropela
Me atormenta
Mas me encanta
É uma contradição instantânea
Minha salvação é meu abismo
Minha maior qualidade é meu defeito
Ter marcas me diz aonde fui
Quem sou e aonde eu devo ir”

A escritora e roteirista enfatiza que muitas vezes ainda se questiona se escreve para se lembrar ou para esquecer fatos que pontuaram de alguma maneira a sua caminhada. Ana Victoria afirma só saber viver se for exercitando a escrita a cada dia.

“Todos nós temos essas lascas que parecem perdidas, mas no final do dia forma o retalho que se transformou na nossa história. Acho que é bonito você olhar para sua trajetória como esse retalho que forma o chão no qual você pisa hoje em dia”, diz a escritora, que tem como referência nomes como Cecília Meireles, Clarice Lispector, Paula Gicovate, Elena Ferrante e Giovanna Madalosso.

Para Ana Victoria, Lascas pode ainda ser descrito como “cenas de construção de uma mulher”, pois foi elaborado a partir de cenas que ficaram vivas para sempre em sua memória e que fomentaram insumos para que ela se compreendesse em termos de sexualidade, identidade e afetividade. Um compilado de poemas que revelam suas reflexões mais profundas, uma escrita que, segundo ela, apresenta a vida como ela é, sem rodeios com honestidade e sinceridade.

Sobre a autora, roteirista e pesquisadora de conteúdo

Se na literatura a estreia acontece no próximo dia 29, como roteirista e pesquisadora de conteúdo Ana Victoria Almeida já percorreu uma vitoriosa caminhada. Tudo começou em 2019 e, desde então, a escritora participou da formatação e desenvolvimento de séries documentais e de diversos programas de TV, entre os quais, a última temporada de Homens São de Marte, do GNT, no qual atuou como assistente de direção. Surgia ali uma parceria com Monica Martelli e Susana Garcia. Ana Victoria integrou a equipe de roteiristas de alguns projetos das duas profissionais.

Outro ponto relevante de sua trajetória como roteirista e pesquisadora é o programa Quintal TV, do Canal Futura, indicado ao Emmy Awards no ano passado, e do qual é uma das participantes. A atração também foi premiada no 39th Chicago International Children’s Film Festival 2022 e no Prêmio Tal, no Uruguai.

Em seu portifólio estão ainda: “Prazer, Luísa”, Multishow; “Que Marravilha!”, GNT; “Livres no Rio de Janeiro”, Nat Geo; “Quem Salva Quem”, GNT e Globoplay, e “Deixa Ela”, GNT, Globoplay e SporTV.
Foi roteirista de Emicida e Liniker, apresentadores e narradores do “Facebook Latam Season”, primeira série documental do Facebook; “Sexta Preta”, apresentada por Jéssica Ellen e Ana Paula Xongani; “Boost My Business” e “Impulsione com o Facebook”, ambas apresentadas por Preta Gil.

SERVIÇO:
Lançamento: Lascas, livro de poesias de Ana Victoria Almeida
Dia: 29 abril        Hora: 19h às 21h
Local: Livraria da Travessa Ipanema
Valor do livro: R$ 45,00        Páginas: 73
Pontos de Venda:
Rede Travessa, Blooks, Livraria Argumento, Martins Fontes-SP e Amazon.

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