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“Agora só falta você” no URUKUM da Lagoa

por Waleria de Carvalho
Marysa Alfaia

A cantora compositora RITA LEE será homenageada pela cantora Marysa Alfaia no show “Agora Só Falta Você” em apresentação única no URUKUM da Lagoa, no próximo domingo, dia 13 de fevereiro/2022.

O produtor João Luiz Azevedo orgulhosamente apresenta o show “Agora Só Falta Você” com a cantora Marysa Alfaia lembrando os maiores sucessos da rainha do rock’n roll nacional, Rita Lee Jones.

Neste show, clássicos como “Ovelha Negra”, “Lança Perfume”, “Reza” e “Saúde” ganharão releituras especiais.  A proposta é uma fusão musical de Rita Lee e Marysa Alfaia, que além de cantoras e compositoras, são também atrizes e “performers” no palco.

“Para mim, homenagear Rita é motivo de grande satisfação, desde a estreia no teatro João Caetano, no projeto Quinze Pras 7, do mesmo produtor João Luiz Azevedo, em meados de 2019. O show é agora adaptado para um formato mais acústico e intimista, com um novo e sugestivo título, que tem tudo a ver com o atual momento de reabertura dos espetáculos: “Agora Só Falta Você!”, explica Marysa, que no palco do URUKUM estará acompanhada pelos músicos Jota Nunes (Violões) e Cléo Henrique (Percuteria).

Arranjos funkeados e personalizados também prometem agitar a apresentação, característica que Marysa desenvolve ao longo dos anos na reconhecida carreira na Europa. Irreverência, modernidade, quebra de tabus, humor crítico e sensualidade unem Marysa Alfaia à cantora Rita Lee, que neste show se revelam em uma grande experiência audiovisual de ambas com o público.

“A Rita é um divisor de águas na música brasileira porque trouxe elementos novos para o cenário do pop rock nacional. Prestar essa homenagem a ela é lembrar sempre de uma grande mulher, uma guerreira visionária, que vem atravessando décadas com um trabalho que não perde a modernidade e continua super atual para todas as gerações, aqui e em vários países por onde a cantei.”, destaca a cantora Marysa Alfaia.

Serviço:
Show AGORA SÓ FALTA VOCÊ com a cantora Marysa Alfaia e os músicos Jota Nunes (Violões) e Cléo Henrique (Percuteria).
Dia: 13 de Fevereiro de 2022
Domingo 19h
Urukum Lagoa (Rua Fonte da Saudade, 187- Lagoa – Tel: 21- 2143-8131)
Ingressos: R$ 35,00
Informações e Reserva de ingressos pelo tel/zap 21-99731- 0933

Não Nem Nada em curta temporada

Não Nem Nada

Não Nem Nada (Foto: Pedro Bonacina)

Como parte da mostra comemorativa de 10 anos da Companhia Empório de Teatro Sortido, o espetáculo Não Nem Nada (indicada ao Prêmio Shell SP 2014 de Melhor Autor (Vinicius Calderoni) e Melhor Atriz (Renata Gaspar), escrito e dirigido por Vinicius Calderoni, faz curtíssima temporada no Teatro da USP – TUSP: de 10 a 20 de fevereiro, quinta a domingo. Os ingressos são gratuitos e distribuídos 1h antes de cada espetáculo.

Em uma velocíssima gincana cênica, quatro intérpretes (Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes) desdobram-se em dezenas de personagens para investigar assuntos caros aos nossos tempos, como a dificuldade de comunicação diante da profusão de estímulos, o bombardeamento de notícias, a dinâmica de funcionamento das redes sociais, o mundo das subcelebridades e a própria noção de percepção do tempo na contemporaneidade.

Ficha técnica: 

Texto e direção: Vinicius Calderoni
Elenco: Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes
Co-direção: Rafael Gomes
Assistente de direção: Guilherme Magon
Cenografia: Valentina Soares e Wagner Antônio
Iluminação: Wagner Antônio e Robson Lima
Figurino: Valentina Soares
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Direção de Produção: César Ramos e Gustavo Sanna/Complementar Produções

Serviço: 
10 a 20 de fevereiro, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
TUSP: Rua Maria Antonia, 294, Consolação, SP – (Metrô Santa Cecília)
Telefone: (11) 3123.5223/5233
Lotação: 70 lugares
Grátis.
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.

Duas peças-filmes em São Paulo

Durante a pandemia, os criadores, atores e diretores Erica Montanheiro e Eric Lenate idealizaram e conceberam duas peças-filmes, uma para o público infantil (e todas as idades) e outra para o público adulto. Essas obras serão exibidas no Teatro de Contêiner e na Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube.

A partir de uma reconstrução dramatúrgica livremente inspirada no texto de Shakespeare, ENSAIO PARA O FIM (uma peça-filme para novos tempos) tem roteiro de Erica Montanheiro e Eric Lenate, direção de Erica Montanheiro e Julia Rufino e elenco composto por Gabi Costa, Mariá Guedes, Diego Lima, Geraldo Mário, Erica Montanheiro e Eric Lenate. As apresentações acontecem nos dias 14 de Fevereiro às 19h no Teatro de Contêiner e nos dias 21 de Fevereiro às 19h e 12 de Março às 17h na Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube.

Ensaio para o fim (uma peça-filme para novos tempos)

Em um país qualquer, em um tempo qualquer, uma guerra biológica toma conta  do país. Vozes, delírios e sonhos premonitórios tomam conta das cabeças e corpos dessas personagens em um tempo dominado pelo horror. O general Macbeth e sua parceira de combate Banquo retornam da guerra. Malcom, a filha do Rei Duncan, retorna de uma viagem ao exterior pronta para a reconstrução da terra arrasada. Lady Macbeth, enquanto aguarda o retorno de seu companheiro, a partir do conhecimento destas vozes que prevêem uma possibilidade de futuro, ela mergulha em um delírio obsceno de grandeza que vai corromper as estruturas de poder. Porém, esse é o início de uma queda vertiginosa de um mundo que precisa morrer.

Escrita por Erica Montanheiro, De como uma certa Rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças – uma farsa nonsense para qualquer idade em versão peça-filme – é destinada para crianças, mas não apenas a elas. A direção é de Eric Lenate e o elenco é composto por Luciana Ramanzini, Diego Lima, Geraldo Mário, Erica Montanheiro e Eric Lenate. As apresentações acontecem nos dias 19 de fevereiro, às 15h e dia 12 de Março às 15h na Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube.

De como uma certa Rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças

Divulgação

Divulgação

A população do Reino-das-Cabeças-Pensantes é acometida por uma epidemia e os cidadãos e cidadãs passam a perder suas cabeças – que descolam do pescoço e saem quicando pelo Reino. A Rainha do Reino tenta investigar as causas da epidemia, sem sucesso. Porém, durante o levantamento do número de pessoas atingidas, ela percebe que as mulheres são muito mais atingidas pela doença do que os homens. Diante desta injustiça, sua cabeça precisa operar certas modificações em seu olhar para o mundo. Ela decide, então, procurar ajuda e vai visitar uma mulher misteriosa que poderá salvar o Reino.

Exibições gratuitas:

Ensaio para o fim
Teatro de Contêiner
Rua dos Gusmões, 43

Metrô Luz 
14/02 – 19h
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube
Rua Três Rios, 363
Metrô Tiradentes
19/02 – 17h
21/02 – 19h
12/03 – 17h

Duração 150 minutos
Classificação etária: 16 anos

De como uma certa Rainha governava o Reino-dos-sem-cabeças

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube
Rua Três Rios, 363
Metrô Tiradentes
19/02 – 15h
12/03 – 15h
Duração 80 minutos
Classificação etária: Livre

Peça dialoga com política e poesia

Foto: Cacá Bernardes

Foto: Cacá Bernardes

7PISOS, peça livremente inspirada no conto de Dino Buzatti, com dramaturgia de Paloma Franca Amorim e direção de Dagoberto Feliz, caracteriza-se como um retorno político ao fazer teatral presencial após longa temporada pandêmica, ainda não encerrada, que foi capaz de pôr em xeque um dos princípios básicos das artes cênicas: o tradicional encontro entre público e intérpretes, espectadores e ficção.

Como um trabalho que dialoga com tempos atravessados materialmente pela História e pelas poéticas públicas que têm sido manejadas a fim de produzir a democratização do fazer teatral, 7PISOS desvela o percurso de Giuseppe Corte, um escritor negro que acabou de se internar voluntariamente em um hospital cujo estranho protocolo de tratamento diz respeito ao funcionamento de sete andares que separam os pacientes mais graves dos mais saudáveis. Desse contexto surge um infindável conjunto de ações ambivalentes que oscilam entre a violência e a naturalização da violência contra os ditos corpos socialmente desviantes, fazendo deles plataformas vivas para o exercício do poder.

“Nosso corpo-ideia, Giuseppe Corte, é um escritor negro solitário, um ator negro, um negro ator (que poderia ser muitos mas é um só), nesse teatro paulistano onde as vozes negras ou não-brancas, migrantes, dissonantes, foram historicamente aplacadas por um senso de homogeneidade abstrata em que a brancura e o elitismo de seus agentes eram protegidos e quase invisibilizados pelo discurso falseado de que os palcos ocidentais são o seio da democracia”, diz Paloma Franca Amorim.

Giuseppe Corte é esse corte na lógica racista dos teatros paulistanos, e irmana-se a tantas outras personagens que atualmente povoam os terrenos sagrados da cena e das coletividades. São Joanas, Antígonas, Neusas Suelis, Vadinhos, Jasões, Hamlets, Medusas, Zambis, Ofélias, Aqualtunes, são alegorias, coralidades, gestos simbólicos ou metafísicos, personas, todas enegrecidas, todas imersas em sua negrura incandescente, e bonita, e tecnicamente excelente, e dialética, como estratégia de resistência formal aos apagamentos sistemáticos responsáveis pelo halo eurocêntrico que perversamente caracterizou uma parte importante da cena teatral da cidade de São Paulo.

Giuseppe Corte, paciente doente ou são, é reflexo de um incômodo institucional e humano propagado secularmente. Só é possível falar de sua sobrevida a partir do fim, da morte e portanto da trajetória invertida na qual a tragédia do colonialismo torna-se ponto de partida do processo doloroso e necessário para o aprofundamento de uma poética anti-racista.

Serviço
de 18/02 até 04/04
sexta à segunda, 20h
Local: Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213 – ao lado do metrô Santa Cecília
Ingressos: R$ 30 (Inteira), R$ 15 (Meia), R$ 10 (Sócio Morador)
Link: www.galpaodofolias.com

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