“Entre o sim e o nunca”: Adriana Quadros transforma busca pelo pai biológico em espetáculo no CCBB RJ

Com estreia em 4 de novembro e direção de Suzana Nascimento, montagem documental mistura humor, drama e suspense para abordar ausência paterna, identidade, machismo e segredos familiares a partir da história real da atriz.

por Redação
“Entre o sim e o nunca”: Adriana Quadros transforma busca pelo pai biológico em espetáculo no CCBB RJ

Por meio de um relato de autoficção, Adriana Quadros divide com o público a aventura vivida na busca da verdadeira identidade de seu pai biológico. Numa espécie de quebra-cabeça dramatúrgico, surpresas e pistas falsas se entrecruzam até que a verdade seja revelada.

Na cruzada em busca da verdade, a personagem enfrenta obstáculos impostos pelo machismo e pelos preconceitos de uma sociedade em que os homens se protegem mutuamente.

Adriana Quadros é atriz, cantora e produtora. Ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante em “Mudança de Hábito”, quando interpretou a Madre Superiora. No teatro musical, destacou-se ainda em “Wicked” e “Rádio Nacional – As Ondas que Conquistaram o Brasil”, entre outros.

A diretora Suzana Nascimento é dramaturga e atriz de “Em Nome da Mãe”, sendo vencedora dos Prêmios de Melhor Atriz APTR e na FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra). Junto à Cia. Dos Atores atuou em “Julius Caesar – Vidas Paralelas”, dirigida por Gustavo Gasparani.

“ENTRE O SIM E O NUNCA nasceu da minha experiência com a ausência paterna e das perguntas que me acompanharam ao longo da vida. Ao levar essa história para o palco, com humor e dor, quero abrir uma conversa sobre as faltas que nos constituem e sobre o que fazemos com elas. Falo do pai que não esteve, mas também da minha mãe, dos meus filhos e das presenças que me sustentaram.”, conta Adriana Quadros, atriz e autora.

Com uma narrativa não linear, a peça apresenta ao espectador uma espécie de quebra-cabeça dramatúrgico, passeando pela própria história, da infância até a vida adulta. O relato começa pela relação com sua mãe, mulher do interior, filha de pais católicos fervorosos dos anos 60, que se tornou mãe de três filhos – Adriana é a terceira. E aos seus 35 anos, há um ponto de virada, quando descobre que seu pai biológico não é aquele que consta em sua certidão. A partir daí, embarca numa busca incansável pela sua origem verdadeira. O longo caminho percorrido na busca pela verdade toma ares de thriller, com idas e vindas, pistas falsas e negativas veementes por parte dos envolvidos. Numa dramaturgia criada a três mãos por Adriana Quadros, Suzana Nascimento e Ana Flávia Chrispiniano, a peça traz tons folhetinescos explorados com humor.

“Entre sim e o nunca existe uma jornada. Uma história real, profunda e complexa, com lampejos de folhetim mirabolante. Uma história marcada pela ausência paterna, pelos silêncios que oprimem mulheres em uma sociedade machista e pela busca de uma filha, movida pelo desejo de traduzir a própria existência. Como diretora e uma das dramaturgas, o desafio foi atravessar essa realidade pelo viés da arte, lançando sobre ela um olhar sensível, ventilado também de autoironia, humor e beleza. Transformar essa complexidade em linguagem cênica foi buscar, no campo do simbólico, uma forma de tocar o público, não apenas pela dramaticidade, mas pela poesia que nasce quando uma experiência de vida encontra a cena.”, completa a diretora Suzana Nascimento.

SINOPSE

Uma atriz (Adriana Quadros) divide com o público a aventura vivida na busca da verdadeira identidade de seu pai biológico. Numa espécie de quebra-cabeça dramatúrgico, surpresas e pistas falsas se entrecruzam até que a verdade seja revelada.

FICHA TÉCNICA

  • Idealização e Atuação: Adriana Quadros
  • Dramaturgia: Adriana Quadros, Suzana Nascimento e Ana Flávia Chrispiniano
  • Direção: Suzana Nascimento
  • Diretora Assistente: Ana Flávia Chrispiniano
  • Voz em off advogado: Eduardo Tornaghi
  • Direção de Arte: Cris Bourgeaiseau
  • Direção de Movimento: Sueli Guerra
  • Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
  • Trilha Sonora Original: João Cantiber
  • Design: Raquel Alvarenga
  • Fotografia: André Arruda
  • Visagismo: Beto Carramanhos e Titto Vidal
  • Costura: Neir das Graças Pastor
  • Operação de Som: Lucas Tavares
  • Coordenação Geral: AB Quadros Produções
  • Direção de Produção: Renan Fidalgo (RG Cultural)
  • Produção Executiva: Giovanna Reis
  • Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

ADRIANA QUADROS – idealizadora, autora e atriz

Atriz, cantora, produtora e dubladora. Em 2015, recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação da Madre Superiora na montagem brasileira do musical da Broadway “Mudança de Hábito”. Interpretou Madame Morrible na montagem brasileira do musical da Broadway “Wicked” e participou de diversos musicais brasileiros, como “Rádio Nacional – As Ondas que Conquistaram o Brasil”, além de atuar em novelas e no cinema nacional. Na dublagem, deu voz à personagem Mamá Imelda na versão brasileira de “Viva – A Vida É uma Festa”, da Disney e Pixar.

Como cantora, realizou seis shows no Blue Note Rio, acompanhada por banda, com repertório dedicado à obra de Tom Jobim. Também se apresentou no Teatro Prudential, no Rio de Janeiro, em shows em homenagem à cantora Linda Batista.

SUZANA NASCIMENTO – diretora

Suzana Nascimento é multiartista: atriz, dramaturga, diretora, artista visual e contadora de histórias. Natural de Juiz de Fora (MG), radicada no Rio de Janeiro desde 2000. É autora e protagonista de dois monólogos premiados, “Calango Deu! Os Causos da Dona Zaninha” (desde 2012), com direção de Isaac Bernat, e “Em Nome da Mãe” (desde 2021), dirigido por Miwa Yanagizawa. Premiada Melhor Atriz nos Prêmios APTR e na FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra; neste, premiada também na Categoria Especial, pela criatividade e coragem na dramaturgia de “Em Nome da Mãe”.

É uma das ministrantes da Residência Artística da Cia. Dos Atores, em que dirige, junto ao grupo, diversos trabalhos criados. Com esta companhia, atuou como atriz em “Julius Caesar – Vidas Paralelas”, dirigido por Gustavo Gasparani. Com mais de 25 anos de carreira, atuou em dezenas de espetáculos de importantes diretores, entre eles “Os Impostores” e “Alice Mandou um Beijo”, de Rodrigo Portella; “Dançando no Escuro”, com direção de Dani Barros; “A menina Edith”, de Lázaro Ramos. Dirigiu “Boquinha” em parceria com Lázaro, além dos solos “Versão Demo”, de Tairone Vale (autor de “Doce Árido”), “7 Polegadas”, de Ana Flávia Chrispiniano (estreia em fevereiro de 2027).

É jurada da FITA (um dos festivais de teatro mais longevos do país) pela segunda vez, em 2026. A partir dos processos de criação de seus solos – referências no teatro contemporâneo – desenvolveu uma mentoria dramatúrgica e acompanha artistas que desejam construir trabalhos consistentes e sensíveis no teatro.

CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 37 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

ENTRE O SIM E O NUNCA

SERVIÇO

TEMPORADA: 04 a 29 de novembro de 2026, de quarta a domingo (20 sessões)

ONDE: Centro Cultural Banco do Brasil RJ – Teatro III

Quarta a sábado às 19h; domingo às 17h / INGRESSOS: R$30 e R$15 (meia) no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB / CAPACIDADE: 86 lugares / DURAÇÃO: 70 min / GÊNERO: drama / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL  

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ

Contato: 21 3808-2020 | [email protected]

Mais informações em bb.com.br/cultura

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ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

Funcionamento CCBB RJ:

De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

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