O Instituto Pretos Novos está com vagas abertas para o minicurso on-line “Tráfico de Escravos Africanos nas Américas (Séculos XV a XIX)”, ministrado pelo historiador Dr. Carlos Eugênio. A formação propõe uma imersão na história da diáspora africana a partir do renomado Atlas of the Transatlantic Slave Trade, abordando rotas do tráfico, impactos econômicos e narrativas de resistência negra.
Com nove aulas ao vivo via Zoom, o curso acontece nos dias 11, 12, 13, 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de agosto, sempre às 19h. A programação inclui 108 slides inéditos com mapas, gravuras e gráficos históricos, além de debates interativos e certificado para participantes com frequência mínima de 75%.
As inscrições estão abertas pela plataforma oficial do Sympla: Inscrições para o minicurso
Além do minicurso, o IPN vem fortalecendo seus circuitos históricos gratuitos pela região da Pequena África, reunindo cada vez mais interessados em turismo de memória, ancestralidade e patrimônio afro-brasileiro.
O circuito “Mercado a Mercado” promove uma verdadeira aula a céu aberto sobre a história da escravidão e da luta preta no Rio de Janeiro. O percurso conecta antigos espaços de comercialização de pessoas escravizadas, saindo da região da antiga Rua Direita até o Valongo, passando por locais emblemáticos como Igreja de Santa Rita, Pedra do Sal, Cais do Valongo e o próprio Instituto Pretos Novos. Realizado nos últimos sábados de cada mês, o passeio tem cerca de três horas e meia de duração e conta com condução de pesquisadores e guias especializados do IPN.
Já o circuito “Cemitério a Cemitério” conecta dois importantes marcos da memória afro-brasileira: o antigo Cemitério dos Pretos Novos de Santa Rita e o sítio arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos do Valongo, onde hoje funciona o IPN. O roteiro revisita parte da história do tráfico negreiro no Brasil e propõe reflexões sobre memória, apagamento histórico e resistência da população africana escravizada.
Fundado em 2005 após a descoberta arqueológica do Cemitério dos Pretos Novos, na Gamboa, o instituto se consolidou como uma das principais referências nacionais na preservação da memória afro-brasileira, promovendo exposições, cursos, oficinas e ações educativas voltadas à valorização da história negra no Brasil.
