“Orúkọ” leva contação de histórias sobre ancestralidade e identidade a Nova Iguaçu

Projeto será realizado em escolas públicas e espaços culturais do município, aproximando crianças e jovens de reflexões sobre memória, pertencimento e histórias afro-brasileiras

por Redação
"Orúkọ" leva contação de histórias sobre ancestralidade e identidade a Nova Iguaçu

“Orúkọ’ parte da ideia de que nossas histórias, nossos nomes e nossas memórias carregam marcas de quem veio antes de nós”, conta Hilda Maretta, atriz, professora e idealizadora da obra. Depois de apresentar essa reflexão em formato de espetáculo e de livro, “Orúkọ” ganha uma versão como contação de histórias. O projeto se apresenta em escolas públicas e espaços culturais de Nova Iguaçu, abordando memória, identidade e ancestralidade. A circulação chega ao Complexo Cultural Mário Marques nesta quarta-feira (21), às 14h. Depois, na quinta-feira (22), às 15h30, se apresenta na Escola Estadual Mestre Hiram. A programação continua no Colégio Estadual Alfredo Neves, em 4 de novembro, às 14h, e termina na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Campus Nova Iguaçu, no dia 9 de novembro, às 10h.

A atividade, conduzida por Hilda Maretta e pelo dramaturgo Mateus Amorim, adapta narrativas da obra para encontros que combinam narração, interpretação, leitura de trechos do livro e interação com o público. “Esperamos despertar nos estudantes o interesse pela leitura, pela escuta e pela possibilidade de também se tornarem contadores de suas próprias histórias”, destaca Hilda.

Durante os encontros, os estudantes serão convidados a estabelecer relações entre as histórias apresentadas e suas próprias experiências. “Queremos provocar uma reflexão sobre a importância de conhecer, preservar e compartilhar as histórias que constituem nossas famílias e comunidades”, conta.

“Orúkọ”, palavra de origem iorubá que significa “nome”, nasceu de uma investigação de Hilda sobre sua própria história familiar. Neta de congadeiros, a artista recebeu o mesmo nome da avó e, ao refletir sobre o significado dessa herança, passou a investigar questões relacionadas à memória, à ancestralidade e ao apagamento histórico de nomes e narrativas negras no Brasil.

Ao levar essas reflexões para o ambiente escolar, o projeto busca contribuir para a valorização da história e da cultura afro-brasileira, em diálogo com a Lei 10.639/2003, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica. “A escola pode ser um espaço não apenas de transmissão de conhecimento, mas também de reconhecimento e valorização de diferentes histórias e saberes”, afirma a atriz.

Antes de chegar às escolas por meio da contação de histórias, “Orúkọ” começou como uma cena curta e conquistou os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Cena no FEST&ARTE 2022, além de receber seis indicações no 13º FESTU. Em formato completo, o espetáculo realizou apresentações no Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. “Queremos aproximar os estudantes de um universo artístico que muitas vezes parece distante de sua realidade e mostrar que o teatro também pode ser um lugar de pensamento, de questionamento e de produção de conhecimento”, ressalta Hilda.

SERVIÇO:

Data: 21 de outubro 

  • Horário: 14h
  • Local: Complexo Cultural Mário Marques
  • Endereço: Rua Getúlio Vargas, 51 – Centro, Nova Iguaçu – RJ, 26255-060

Data: 22 de outubro

Data: 04 de novembro

Data: 09 de novembro 

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