Ùltimas semanas para assistir peça sobre Rita Lee

por Waleria de Carvalho
Rita Lee

Rita Lee, Uma Autobiografia Musical, estrelado por Mel Lisboa, entra nas últimas semanas em cartaz no Teatro Porto, em São Paulo, onde encerra sua temporada no dia 13 de dezembro. Desde a estreia, o espetáculo reuniu mais de 265 mil espectadores em mais de 350 apresentações. As sessões acontecem às sextas-feiras e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 17h. Os ingressos estão disponíveis no site sympla.com.br/teatroporto e na bilheteria oficial do teatro.

Com direção de Marcio Macena e Débora Dubois, a montagem estreou em 26 de abril de 2024, no Teatro Porto, e desde então se consolidou como um dos maiores sucessos do teatro musical brasileiro, além de realizar uma turnê nacional que passou por 24 cidades de 19 estados brasileiros.

Inspirado em Rita Lee: Uma Autobiografia, livro lançado pela cantora em 2016, o espetáculo acompanha a trajetória pessoal e artística de Rita Lee, da infância aos primeiros passos na música, passando por Os Mutantes e Tutti-Frutti, a prisão durante a ditadura militar, o encontro e a parceria com Roberto de Carvalho, os discos e músicas que marcaram sua carreira e sua atuação em defesa dos direitos dos animais.

Mel Lisboa interpreta Rita Lee pela segunda vez no teatro. A atriz viveu a cantora pela primeira vez em 2014, em Rita Lee Mora ao Lado. Anos depois, gravou, como Rita, a versão em audiolivro da autobiografia da artista, experiência que deu origem ao novo musical.

“São Paulo foi onde essa história começou, e chegar a este momento depois de mais de dois anos vivendo a Rita no palco tem um significado muito especial. Foram centenas de sessões, encontros com diferentes gerações e uma troca com o público que acompanhou o espetáculo desde a estreia. É muito emocionante perceber como essa relação continua viva e como a Rita segue chegando a novos públicos,” declara Mel Lisboa.

Com roteiro e pesquisa de Guilherme Samora, direção musical de Marco França e Marcio Guimarães, a montagem reúne no palco personagens que atravessaram a vida e a carreira de Rita Lee. O elenco conta com Bruno Fraga, como Roberto de Carvalho; Fabiano Augusto, como Ney Matogrosso; Tatiana Thomé, como Censora Solange; Debora Reis, como Hebe Camargo; Flavia Strongolli, como Elis Regina; Yael Pecarovich, como Gal Costa; Antonio Vanfill, como Arnaldo Baptista e Charles Jones; Gustavo Rezende, como Raul Seixas; Roquildes Junior, como Gilberto Gil; e Lui Vizotto, swing.

Ao longo de sua trajetória, Rita Lee, Uma Autobiografia Musical recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e o Prêmio Fita, pelo Júri Popular. Mel Lisboa recebeu os prêmios Shell de Teatro e Fita de Melhor Atriz, além de indicações aos prêmios DID, APCA e APTR. Débora Reis recebeu o Prêmio Fita de Melhor Atriz Coadjuvante, por sua interpretação de Hebe Camargo, e foi indicada ao Prêmio PRIO do Humor.

Trajetória do espetáculo

Tudo começou quando Mel Lisboa pisou pela primeira vez em cena como Rita Lee, em 2014, no musical Rita Lee Mora ao Lado. Ela não poderia prever algumas coisas: primeiro, que seriam meses de casa cheia em um dos maiores teatros de São Paulo. Segundo, que a própria Rita Lee apareceria sem avisar, abençoaria sua performance e ainda voltaria para assistir ao espetáculo. Trabalho, aliás, que rendeu a Mel prêmios como melhor atriz e a colocou de vez entre os maiores nomes do teatro nacional, com uma frutífera e diversificada carreira.

Desta vez, Mel conta a história de Rita com base no livro da cantora, lançado em 2016 e um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. O livro narra os altos e baixos da carreira de Rita com uma honestidade escancarada, a ponto de ter sido apontado como “ensinamento à classe artística” pelo jornal O Estado de São Paulo.

A ideia do novo musical surgiu quando Mel gravou a versão em audiolivro, como Rita, em 2022.  O texto de Rita, numa narrativa envolvente e perfeita para um musical biográfico, conta do primeiro disco voador avistado por ela ao último porre. Sem se poupar, ela fala da infância e dos primeiros passos na vida artística; de Mutantes e de Tutti-Frutti; de sua prisão em 1976, na ditadura; do encontro de almas com Roberto de Carvalho; das músicas e dos discos clássicos; do ativismo pelos direitos dos animais; dos tropeços e das glórias.

“A vida de Rita precisa ser contada e recontada. Sua existência transformou toda uma geração. E continua a conquistar fãs cada vez mais jovens. Rita não é ‘somente’ a roqueira maior. Ela compôs, cantou e popularizou o sexo do ponto de vista feminino em uma época em que isso era inimaginável. Ousou dizer o que queria e se tornou a artista mais censurada pela ditadura militar. Na época, foi presa grávida. Deu a volta por cima e conquistou uma legião de ‘ovelhas negras’. Se tornou a mulher que mais vendeu discos no país e a grande poetisa da MPB”, completa Mel.

Como diz Rita no livro, seu grande gol é ter feito um monte de gente feliz. E Mel, no palco como Rita, leva a sério essa missão: todas as vezes em que interpreta Rita, as pessoas se comportam como se estivessem num show. Cantando junto, batendo palma e, não raras vezes, correndo para dançar na frente do palco no “bis” do espetáculo.

Rita Lee, Uma Autobiografia Musical cria, portanto, uma versão inédita que mostra todas as facetas dessa grande cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, atriz, escritora e ativista dos direitos humanos e uma das maiores artistas brasileiras.

Prêmios e indicações

*Prêmio Shell de Teatro, Melhor Atriz, Mel Lisboa
*Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra, Melhor Atriz, Mel Lisboa
*Prêmio Arcanjo Especial, espetáculo
*Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra, Júri Popular
*Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra, Atriz Coadjuvante, Débora Reis
*Indicação ao Prêmio DID, Mel Lisboa
*Indicação ao Prêmio APCA, Mel Lisboa
*Indicações ao Prêmio PRIO do Humor, categorias Direção e Atriz, Débora Reis
*Indicação ao Prêmio APTR de Teatro, Mel Lisboa

Ficha Técnica

  • Roteiro e Pesquisa: Guilherme Samora
  • Texto: Marcio Macena
  • Direção Geral: Débora Dubois e Marcio Macena
  • Direção Musical: Marco França e Marcio Guimarães
  • Coreografia: Tainara Cerqueira
  • Assistente de Coreografia: Priscila Borges
  • Figurinistas: Carol Lobato e Giu Foti
  • Iluminação: Débora Dubois e Luiz Fernando Vaz Jr
  • Elenco: Mel Lisboa, Bruno Fraga, Fabiano Augusto, Debora Reis, Flavia Strongolli, Yael Pecarovich, Antonio Vanfill, Gustavo Rezende, Roquildes Junior, Tatiana Thomé e Lui Vizotto
  • Assessoria de imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
  • Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues
  • Realização: Brancalyone Produções

Sinopse

Dez anos depois da estreia do sucesso Rita Lee Mora ao Lado, a atriz Mel Lisboa volta a interpretar a roqueira-mor em um musical inédito, desta vez inspirado na autobiografia da cantora. Além de momentos engraçados e comoventes de outros grandes nomes da música brasileira que passaram pela vida de Rita Lee, o público pode acompanhar um verdadeiro show de toda a equipe envolvida.

SERVIÇO

Rita Lee, Uma Autobiografia Musical
Até 13 de dezembro de 2026.
Sessões: Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 17h.

Ingressos: Plateia: R220(inteira)/BalcãoeFrisas:R180 (inteira)
Preço popular: R$ 50 (inteira)

 *O ingresso preço popular é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional por sessão.

Classificação: 12 anos.
Duração: 120 minutos.

TEATRO PORTO
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3366.8700

Bilheteria:
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração.
Clientes Cartão Porto Bank mais acompanhante têm 50% de desconto.
Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto.

Vendas: www.sympla.com.br/teatroporto
Capacidade: 508 lugares.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.

Clássico dirigido por João Fonseca, “Cordélia Brasil” está de volta às quintas-feiras de novembro, no Teatro Glauce Rocha

Com humor ácido, a peça “Cordélia Brasil” coloca em foco personagens que vivem no limite do absurdo

Cordélia Brasil - Foto: Luís Teixeira

Cordélia Brasil – Foto: Luís Teixeira

 A nova montagem do clássico do teatro brasileiro “Cordélia Brasil”, de Antonio Bivar, chega ao Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio, em curta temporada, às quintas-feiras, às 19h, de 05 a 26 de novembro. Dirigida pelo aclamado João Fonseca, a tragicomédia se passa em uma quitinete decadente no Rio de Janeiro. Com seu potencial transgressor, a peça expõe o peso da obrigação do cuidado e o consequente esgotamento físico e mental imposto às mulheres e nos convida a questionar o quanto avançamos na promessa de uma sociedade menos desigual. A produção já passou pelos teatros Firjan SESI Caxias, Futuros, Casa de Cultura Laura Alvim, Centro Cultural Justiça Federal, Teatro Vannucci e Teatro da UFF, levando uma legião de espectadores.  

Cordélia, vivida por Paula Goja, trabalha como auxiliar de escritório que se prostitui para sustentar o marido Leônidas (Antonio Pina), um homem inerte e em constante procrastinação que sonha em ser escritor. A chegada de Rico (Pedro Pedruzzi) altera a dinâmica do casal.

O texto de Antônio Bivar foi escrito nos anos 60 e ainda se faz pertinente ao escancarar a potência da mulher e o desejo de igualdade social. O autor tangeu toda sua dramaturgia como um manifesto da contracultura, sendo “Cordélia Brasil” a grande obra de sua trajetória.

“Cordélia Brasil” coloca em xeque toda a opressão, a solidão, o etarismo e a sobrevivência em meio ao fracasso dos sonhos, em uma montagem que nos comove e faz rir do ridículo existente em cada um de nós.

SINOPSE: Cordélia trabalha como auxiliar de escritório e começa a se prostituir para sustentar seu companheiro Leônidas que vive em constante procrastinação. A chegada do jovem Rico acaba estremecendo a relação entre os dois.

FICHA TÉCNICA:

  • Texto: Antônio Bivar    
  • Direção: João Fonseca 
  • Elenco: Paula Goja, Antonio Pina e Pedro Pedruzzi
  • Cenário e figurino: Nello Marrese    
  • Luz: Nina Balbi
  • Assistência de Direção: André Celant 
  • Divulgação: Carlos Pinho    
  • Fotos: Luis Carlos Teixeira
  • Design: Marcela Negrão 
  • Realização: Persona Produções

SERVIÇO:

Espetáculo: Cordélia Brasil

Com uma menina que sonha em ser adulta, Planeta Pelúcia segue em cartaz no Sesc Belenzinho

Com texto de Bruno Canabarro e direção de Rodolfo Amorim, espetáculo da CASCA – Coletivo de Criação aborda as relações entre crianças e adultos e propõe uma reflexão sobre solidão, consumo e produtividade na infância.

Planeta Pelúcia - Foto: Camila-Rivereto

Planeta Pelúcia – Foto: Camila-Rivereto

A CASCA – Coletivo de Criação apresenta uma nova temporada de Planeta Pelúcia, espetáculo com direção de Rodolfo Amorim, que parte de uma pesquisa sobre as infâncias. A montagem segue em cartaz no Sesc Belenzinhoaté 29 de novembro, com apresentações aos sábados e domingos, às 12h, e sessão extra no feriado de 20 de novembro, no mesmo horário.

Escrito por Bruno Canabarro, que também integra o elenco ao lado de Bruna Betito e Paula Spinelli, o espetáculo conta a história de Pati, uma menina de nove anos que sonha em ser adulta. Ela acredita que, ao crescer, finalmente será vista e ouvida e poderá frequentar lugares que ainda são proibidos para sua idade.

A peça aborda os desejos e as inquietações das crianças, explorando questões de identidade, autonomia e a relação com os adultos. O grupo busca fugir dos estereótipos comuns da infância, mostrando ao público que a curiosidade, a vontade de superar desafios e os desejos são inerentes ao ser humano, independente da idade.

Enquanto no primeiro espetáculo do grupo, Aqui Tem Vida Demais!, as crianças enfrentavam o luto sem o apoio dos adultos, em Planeta Pelúcia o foco está nas relações entre o universo infantil e o adulto. A montagem propõe uma reflexão sobre a convivência entre essas duas gerações, buscando relações menos hierárquicas, nas quais as crianças também tenham espaço para expressar seus desejos e opiniões.

“Embora a adultização seja o grande plano de fundo, durante o processo percebemos que a peça acabou sendo muito mais sobre a solidão dessas crianças da cidade que vivem praticamente fechadas em casa. Nossa protagonista se sente sozinha e usa a imaginação para criar diversos mundos. E assim surgiu a vontade de adentrar o universo dos adultos”, conta Amorim.

A encenação

Na história, Pati tenta entrar no quartinho de bagunça dos adultos, um espaço proibido para crianças, onde estão guardados objetos, documentos, memórias e segredos. Quando finalmente consegue abrir a porta, “como efeito da magia que há nos desejos de criança”, passa a enxergar essa outra realidade.

Pati também entra em contato com figuras da mídia nas mais diversas áreas, como ídolos do esporte, influenciadores de beleza, coaches e até crianças que se tornam famosas nas redes sociais. Quanto mais ela avança por esse universo, mais se distancia de seu grande amigo, o urso de pelúcia que a acompanha em todos os momentos.

Para mostrar todo o seu percurso por esse mundo, a obra conta com uma câmera ao vivo, que amplifica o que é encontrado em uma “casa de bonecas”, reflexo do quartinho dos adultos. Há também o recurso audiovisual das projeções de Vic Von Poser, remetendo diretamente ao consumo exacerbado, além da música ao vivo executada por Demian Pinto e Gabi Queiroz, que estão vestidos de pelúcia e formam a Banda Telúrica, e da iluminação de Daniel Gonzalez, que cria atmosferas cósmicas e, entre luzes e sombras, revela os conflitos de uma criança que anseia pelo mundo adulto.

Em Planeta Pelúcia, a CASCA – Coletivo de Criação inventou a Síndrome da Adultopia: o “sonho-sem-graça” que acomete as crianças que desejam crescer antes do tempo. O diagnóstico vem de Traça e Cupim, bichinhos-leitores que estão no quarto dos adultos e devoram livros e palavras, atuando como dispositivos líricos que falam em pontuações e misturam metalinguagem com certo humor filosófico.

“As sociedades totalmente guiadas por produtividade, estética, autocontrole e consumo também moldam as crianças, o que estimula esse desejo de crescimento acelerado. Nesta peça, é a criança quem deseja. Por isso, o que muito me interessa na pesquisa é o que vemos como desobediência infantil. Os pequenos e as pequenas têm vontades próprias e, como nem sempre compreendemos isso, não abrimos espaço para o diálogo, simplesmente associamos à desobediência e à má educação. Eu gostaria que os adultos pensassem sobre isso enquanto assistem ao trabalho: em como podemos mediar as vontades infantis ao invés de simplesmente se impor”, comenta Bruno Canabarro.

Ao construir uma narrativa que é simultaneamente uma aventura infantil e um estranhamento adulto, a peça opera como espelho. Há momentos em que a comunicação entre Pati e os pais falha radicalmente. A incompreensão mútua torna-se física, sonora, quase coreográfica. Há força nessa descomunicação, até que pela dança e pelo brincar – não pela língua racional – a ponte se restabelece, como se um novo mundo nascesse.

“Pati é jogada para esse mundo novo sem nenhum suporte e, quando ela tenta voltar à sua infância, já não consegue mais. Por esse motivo, acreditamos que o tal Planeta Pelúcia é um lugar de segurança e proteção, onde as crianças podem crescer asseguradas. E é justamente essa a nossa responsabilidade enquanto adultos. Paulo Freire já dizia, baseado num provérbio africano, que é preciso de uma comunidade inteira para educar uma criança. Então, estamos convidando os adultos a realmente olharem para as crianças ao invés de invalidá-las”, reflete o dramaturgo. 

Sinopse

Planeta Pelúcia narra a história de uma criança que, ao desejar crescer antes do tempo, invade o quartinho de bagunça dos adultos, lugar onde ainda não deveria entrar. Lá dentro, mesmo sentindo que seu maior sonho foi realizado, algo bastante estranho toma conta de sua realidade, já que o mundo dos adultos é, digamos, peculiar. Assim, após chegar lá, ela terá que percorrer um longo caminho de volta à sua infância, reencontrando com a criança que, ao fim, nunca deixou de ser.

Ficha Técnica:

Dramaturgia: Bruno Canabarro. Direção e cenografia: Rodolfo Amorim. Elenco: Bruna Betito, Bruno Canabarro e Paula Spinelli. Direção musical e música ao vivo: Demian Pinto e Gabi Queiroz. Música original: Demian Pinto e Gabi Queiroz. Letras: Bruno Canabarro. Atores-contrarregras: Lucas Asseituno e Rafael Costa. Iluminação: Daniel Gonzalez. Videografia: Vic Von Poser. Figurinos e adereços: Felipe Cruz. Assistentes de figurinos: Asroba e Marcel Marques. Cenotecnia e objetos cênicos: Zé Valdir. Maquete cenográfica: Doideca no Papel – Marcela Falci. Bonecos e cabeção: Edson Gon. Identidade visual: Fernanda Zotovici e Gabriela Meyer. Preparação corporal e coreografias:Jhennifer Peguim. Voz em off: Alice Asseituno. Técnico de som: Maurício Caetano. Técnico de segurança: Sérgio de Souza (Boca). Montador: Roberto Oliveira. Direção de produção: CASCA – Coletivo de Criação e Plataforma – Estúdio de Produção Cultural. Coordenação de produção: Fernando Gimenes. Produção executiva: Bruno Ribeiro. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Administração: Victor Bittow. Fotografia: Camila Rivereto. Realização:SESC SP. Apoio: IBT – Instituto Brasileiro de Teatro, Teatro Estúdio e Armazém Grupo XIX de Teatro. 

Serviço:

Datas e horários:
De 24 de outubro a 29 de novembro de 2026, às 12h.

Sábados e domingos, às 12h.
Sessão no feriado de 20 de novembro, sexta-feira, às 12h.

Teatro Sesc Belenzinho
R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo – SP, 03303-000

Classificação: Livre
Duração: 60 minutos

Ingressos: R40(Inteira),R20 (Meia-entrada), R$12 (Credencial plena).

Entrada gratuita: para crianças até 12 anos
Link vendas: https://www.sescsp.org.br/programacao/planeta-pelucia-5/

O Teatro de Antonio Januzelli celebra os 58 anos de carreira de Janô com oficina e dois solos em SP

Antonio Januzelli

Antonio Januzelli

Considerado uma figura de grande importância no teatro brasileiro contemporâneo, o ator, diretor e preparador de elenco Antonio Januzelli, o Janô, tem sua longeva trajetória profissional homenageada no projeto O Teatro de Antonio Januzelli, que conta com um laboratório lúdico dramático ministrado por ele e dois solos que tiveram sua direção. As atividades acontecem de 7 de novembro a 4 de dezembro no Sesc Pompeia.

Antonio Januzelli começou sua carreira em agosto de 1968 e, desde então, nunca a interrompeu. É doutor em artes, pesquisador, ator, diretor e foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e da Escola de Arte Dramática da USP, onde lecionou de 1977 a 2002. 

Também foi membro de conselhos editoriais das revistas da ECA e revista LUME-Unicamp e representante do Departamento de Artes Cênicas na AIEST (Associación Ibero Americana de Escuelas Superiores de Teatro). 

Formação

No Laboratório Lúdico Dramático do Indivíduo Ator/Atriz, que acontece de 7 a 28 de novembro, aos sábados, das 14h às 17h gratuitamente, os participantes têm a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvida por Janô ao longo de seus 58 anos de carreira nos palcos. 

A Oficina propõe exercícios fundados nas primeiras vivências que abrem as portas para o mergulho dos atores e atrizes que buscam ir além do representar.

A Hora e Vez

O solo A Hora e Vez, com dramaturgia e atuação de Rui Ricardo Diaz e direção de Janô, tem sessões nos dias 12, 13, 14 e 18 de novembro, às 19h30; no dia 19, às 15h30 e às 19h30; e no dia 20, às 17h30. Inspirado na novela “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa, a peça se ancora no aspecto trágico presente na obra. O herói Rosiano trilha um caminho do qual parece não ter como fugir; onde sua busca por livrar-se do destino o leva à sua destruição do ponto de vista físico. 

O trabalho estreou em 2014 e tem como alicerces princípios do trabalho de Antonio Januzelli como as noções de “transfiguração” e “transmutação” – o indivíduo que deseja tornar-se outro – para contar a saga de Augusto Matraga. Na trama, um homem – um Griô – transita e se funde às figuras que gravitam em torno de Nhô Augusto, que, por meio das quais, conta sua própria vida, numa revisão de seus percalços e angústias. 

“São 16 anos de trabalho ininterrupto até aqui. Transmutar-se em cena como potencialidade única. Em todos esses anos, aprendi a Incandescer para ser e, por meio das práticas do Laboratório Dramático, tomar posse de um estado que possa acompanhá-lo em todo e qualquer instante. É preciso tempo!”, diz Rui Ricardo Diaz sobre seu encontro com Janô.

“…o espetáculo-solo que Rui Ricardo Diaz e Antonio Januzelli conceberam a partir de tão denso material é de uma simplicidade formal espantosa e, paradoxalmente, de uma fecundidade teatral absolutamente sedutora…”. – Wellington Andrade | Revista Cult.

“Rui Ricardo Diaz adaptou e protagoniza com brilho o monólogo dramático ‘A Hora e Vez’, a partir da obra de Guimarães Rosa. O espetáculo radicaliza no minimalismo, jogando praticamente toda a responsabilidade nas mãos do intérprete”. – Dirceu Alves Jr. | Revista Veja SP. 

O Porco

Encenado por Janô em 2004, O Porco rendeu a Henrique Schafer o prêmio Shell de melhor ator. O espetáculo tem sessões nos dias  25, 26, 27 de novembro e 2 e 4 de dezembro, às 19h30; e no dia 3, às 15h30 e às 19h30. Trata-se de uma adaptação assinada por Antonio Andres Lapeña para o livro “Stratégie pour deux jambons” de Raymond Cousse.

O texto retrata um porco que relembra momentos de sua existência. Na reconstituição de sua trajetória, fala de seus antepassados, sua família, sua condição social e seus desejos.  Não há metáforas. O que se ouve é o que se fala, ainda que prevaleça um jogo entre o que se expressa e o que se sente. Um jogo que se traduz em um passeio pelo “porão animal do homem a caminho do abate”.

“Ele viu em mim o que eu não sabia que em mim existia. Não que visse algo especial em mim, mas o que ele vê em tudo que está vivo e se deixa pegar fogo. Quando O Porco estreou eu tinha 37 anos. Janô dizia que essa peça só podia ser feita por alguém com mais de 40. E dizia ainda: como será fazer a peça quando você tiver 60 anos? O silêncio, o instante, o é. Estes foram os ensinamentos fundantes. O resto é caminho. Um caminho de exercícios.”, diz Henrique sobre seu encontro com o Janô

Henrique Schafer fez Licenciatura em Artes Cênicas na ECA/USP. Seu trabalho em teatro sempre se dividiu entre a sala de aula e o palco. “Um dia, nos corredores da USP, Janô disse que tinha um texto e perguntou se eu tinha vontade de fazer teatro. Ele coordenava o Laboratório das Práticas do Ator e eu topei na hora porque isso me interessava. Montar uma peça não era o objetivo, mas quando a apresentamos dentro do Departamento de Artes Cênicas, muitas pessoas disseram que nós precisávamos levar a peça adiante. Trabalhamos durante 4 anos e um dia, em 2004, estreamos num porão de um teatro que já não existe mais, o Viga. A repercussão foi muito boa e a peça marcou a cena teatral daquela época¨. Henrique foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2005 pela sua atuação.

Ficha Técnica geral do projeto

  • Realização: A Escutadora Produções Artísticas
  • Direção de Produção: Henrique Schafer
  • Produção Executiva: Andréa Marques
  • Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço

O Teatro de Antonio Januzelli

Laboratório Performance onde Janô conduz o público por reflexões e práticas que provocam um olhar sobre si mesmo. Ao compartilhar seu percurso e seus princípios de trabalho, propõe exercícios práticos em uma experiência híbrida entre oficina e performance

Espetáculo – A Hora e Vez, com Rui Ricardo Diaz

Sinopse: Baseado em “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa, a peça se ancora no aspecto trágico presente na obra de Guimarães Rosa. O herói Rosiano trilha um caminho do qual parece não ter como fugir; onde sua busca por livrar-se do destino o leva à sua destruição do ponto de vista físico. 

Quando: 12, 13, 14 e 18 de novembro, às 19h30; 19/11, às 15h30 e às 19h30; e dia 20/11, às 17h30.

Ingressos: R50,00(inteira),R25,00 (meia-entrada) e R$15,00 (credencial plena), com venda online em sescsp.org.br ou presencialmente em qualquer unidade do Sesc São Paulo.

50 lugares. Classificação: 16 anos | Duração: 60 minutos

Ficha Técnica: A partir da obra “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de João Guimarães Rosa. | Dramaturgia e atuação: Rui Ricardo Diaz | Direção: Antonio Januzelli  (Janô) | Assistência: Fani Feldman | Iluminação: Osvaldo Gazotti | Pesquisa de vocábulo regional: Joaquim Dias da Silva | Estudo de Teatro Físico: Luis Louis | Acervo de Figurino: Roupa de Santo | Fotos: Bob Sousa e Léo Pinheiro

“Copyright dos Titulares dos Direitos Intelectuais de JOÃO GUIMARÃES ROSA: © João Emílio Ribeiro Neto; © Laura Beatriz Guimarães Rosa Ribeiro Lustosa; © Quatro Meninas Produções Culturais Ltda. e © Nonada Cultural Ltda.

Espetáculo – O Porco, com Henrique Schafer

Sinopse: O texto retrata um porco que relembra momentos de sua existência. Na reconstituição de sua trajetória, fala de seus antepassados, sua família, sua condição social e seus desejos.  Não há metáforas. O que se ouve é o que se fala, ainda que prevaleça um jogo entre o que se expressa e o que se sente. Um jogo que se traduz em um passeio pelo “porão animal do homem a caminho do abate”.

O original Strategie pour deux jambons, de Raymond Cousse, foi publicado em forma de romance em 1978. Em 1979, seu autor fez uma versão para o teatro encenada por ele próprio. O sucesso foi enorme em toda a Europa. Desde então, a peça vem sendo montada em vários países. A versão que levamos ao palco é do dramaturgo e diretor Antonio Andres Lapeña, El Cerdo, que fez também enorme sucesso de crítica e público na Espanha. A tradução é de Eliana Teruel.

Quando: 25, 26, 27 de novembro e 2 e 4 de dezembro, às 19h30; e 3/12, às 15h30 e às 19h30.

Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena), com venda online em sescsp.org.br ou presencialmente em qualquer unidade do Sesc São Paulo.

50 lugares.Classificação: 16 anos | Duração: 60 minutos

Ficha Técnica: de Antonio Andres Lapeña | Adaptação do original “Stratégie pour deux jambons” de Raymond Cousse | Direção, Figurino, Cenografia e Iluminação: Antonio Januzelli | Atuação: Henrique Schafer | Operação de Luz: Osvaldo Gazotti | Fotos: Sérgio Massa, Silvia Machado e Léo Pinheiro

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