Gemini 3.7 Flash chega em ritmo recorde, mas Gemini 3.5 Pro segue sem data

O Google lançou o Gemini 3.7 Flash três semanas após o modelo anterior, com preço pela metade. O Gemini 3.5 Pro, prometido para junho, segue sem data.

por Redação
Gemini 3.7 Flash

O Google lançou o Gemini 3.7 Flash nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026. O lançamento chega só três semanas depois do Gemini 3.6 Flash. O novo modelo custa metade do preço da versão anterior e promete ganhos de até 16 pontos percentuais em programação, segundo o Google. O contraste chama atenção: o Google acelera a linha Flash, mas o Gemini 3.5 Pro, prometido para junho, segue sem data.

O lançamento acontece em meio à reestruturação da liderança do Google DeepMind. O presidente-executivo Demis Hassabis cedeu o comando operacional a Koray Kavukcuoglu em 5 de agosto. No mesmo pacote, os dois colíderes técnicos originais do Gemini, Jeff Dean e Oriol Vinyals, deixaram a empresa para fundar a startup Discovery Loop.

Para o mercado de IA, o momento resume a aposta do Google: iterar rápido no modelo barato enquanto o carro-chefe segue represado.

Destaques

  • O Gemini 3.7 Flash custa US$ 0,75 por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 por milhão de saída até 31 de dezembro de 2026, segundo o Google.
  • No DeepSWE v1.1, o modelo saltou de 49% para 65,3% de acerto ante o Gemini 3.6 Flash, segundo dados do Google de 13 de agosto de 2026.
  • No Índice de Inteligência da Artificial Analysis, o Gemini 3.7 Flash marcou 56 pontos em 13 de agosto de 2026, à frente do Claude Sonnet 5 (55).
  • Jeff Dean e Oriol Vinyals, colíderes técnicos originais do Gemini, deixaram o Google em 5 de agosto de 2026 para fundar a Discovery Loop, segundo a Reuters.

O que o Gemini 3.7 Flash melhora na prática

O Gemini 3.7 Flash é a nova versão do modelo leve do Google para programação e agentes de IA. Ele tem janela de contexto de 1 milhão de tokens e corte de conhecimento em março de 2026. O modelo já está disponível na API do Gemini, no Google AI Studio, no Android Studio e no Google Antigravity. Para o público final, ele passa a rodar o Gemini Spark, o agente do Google para assinantes Pro e Ultra em mais de 160 países.

Os ganhos concentram-se em programação, automação corporativa e leitura de documentos complexos. Em programação, o FrontierCode 1.1 Main subiu de 34,4% para 43,6% e o DeepSWE v1.1 saltou de 49% para 65,3%. Em automação corporativa, o AutomationBench passou de 17% para 30,4%, à frente dos 10,7% do Claude Sonnet 5 e dos 23,6% do GPT-5.6 Terra. Em leitura de documentos, o GDP.pdf foi de 22% para 34%. O modelo também ganhou reforços de segurança contra uso indevido em química, biologia, radiação, energia nuclear e ataques cibernéticos.

“Ele raciocina com mais diligência, dedicando mais esforço ao planejamento de múltiplas etapas e às chamadas de ferramentas”, afirmou o Google em publicação no blog oficial (https://blog.google/innovation-and-ai/models-and-research/gemini-models/introducing-gemini-3-7-flash/).

Por que o Gemini 3.5 Pro segue atrasado

O Gemini 3.5 Pro é o modelo principal da linha, sucessor do Gemini 3.1 Pro. Ele foi anunciado na conferência I/O de maio, com previsão de chegada em junho. Desde então, o lançamento já passou por quatro adiamentos. Testes internos mostraram desempenho abaixo de rivais em programação, segundo apuração da Reuters publicada em 12 de agosto.

O atraso coincide com uma crise de liderança no Google DeepMind. Em 5 de agosto, Demis Hassabis deixou o cargo de presidente-executivo para se tornar presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet. Koray Kavukcuoglu assumiu o comando do dia a dia do Gemini e passou a se reportar diretamente a Sundar Pichai.

No mesmo pacote de mudanças, quatro veteranos do Google deixaram a empresa para fundar a Discovery Loop. Além de Jeff Dean e Oriol Vinyals, saíram também Sanjay Ghemawat e Quoc Le. A Discovery Loop é uma startup de automação de pesquisa científica. As saídas se somam à perda de Noam Shazeer para a OpenAI e do Nobel John Jumper para a Anthropic, ambas em junho.

Segundo a Reuters, o cofundador do Google Sergey Brin vinha pressionando equipes-chave de IA a se dedicarem integralmente ao Gemini.

Gemini 3.7

No Índice de Inteligência da Artificial Analysis, o Gemini 3.7 Flash marca 56 pontos. Ele fica à frente do Claude Sonnet 5, com 55, e do próprio antecessor, com 52. Mas fica atrás do GPT-5.6 Terra e do Muse Spark 1.2, ambos com 57. Em preço, o modelo é bem mais barato: US$ 0,75 e US$ 3,75 por milhão de tokens contra US$ 2,00 e US$ 10,00 do Claude Sonnet 5. O GPT-5.6 Terra cobra US$ 2,00 e US$ 12,00 pelo mesmo par de tokens.

O Gemini 3.7 Flash lidera pontos específicos, como o Code Arena da WebDev Arena, com 1.588 de Elo ante 1.538 do 3.6 Flash. Ele perde em outras frentes. O GPT-5.6 Terra marca 69,6% no DeepSWE contra 65,3% do Gemini. O Claude Sonnet 5 lidera o Agent’s Last Exam, teste de raciocínio em múltiplas etapas, com 33,3% contra 26,3% do modelo do Google.

O Google já afirma treinar o Gemini 4, com resultados preliminares que a empresa descreve como animadores, segundo reportagem da Axios (https://www.axios.com/2026/08/13/google-gemini-37-flash). Isso levanta a hipótese de que o Gemini 3.5 Pro seja simplesmente pulado em favor da próxima geração. Por ora, o Google não confirmou nem descartou o cenário. A atenção do mercado se volta para o próximo grande anúncio do DeepMind sob Kavukcuoglu.

Perguntas frequentes

Quando o Gemini 3.7 Flash foi lançado?

O Gemini 3.7 Flash foi lançado pelo Google em 13 de agosto de 2026, três semanas depois do Gemini 3.6 Flash. O modelo já está disponível na API do Gemini, no Google AI Studio, no Android Studio e no Google Antigravity. Ele também alimenta o agente Gemini Spark para assinantes Pro e Ultra.

Quanto custa o Gemini 3.7 Flash?

O preço promocional do Gemini 3.7 Flash é de US$ 0,75 por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 por milhão de saída. O valor é válido até 31 de dezembro de 2026 e equivale à metade do preço de lançamento do Gemini 3.6 Flash.

Por que o Gemini 3.5 Pro está atrasado?

O Gemini 3.5 Pro foi anunciado em maio de 2026, com previsão de lançamento em junho, mas já soma quatro adiamentos. Segundo a Reuters, testes internos mostraram desempenho abaixo de rivais em programação. O período também trouxe uma reestruturação da liderança do Google DeepMind e a saída de executivos técnicos do Gemini.

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