O sorriso vai muito além da estética. Ele faz parte da identidade, da comunicação e da maneira como as pessoas se relacionam. Quando alguém não se sente confortável com os próprios dentes, pode passar a evitar sorrir, falar ou aparecer em fotografias, o que, em alguns casos, interfere nas relações pessoais e profissionais.
Segundo a cirurgiã-dentista Flávia Rabello de Mattos, diretora da clínica Centro de Reabilitação Rabello (CORR), no Rio, cuidar da saúde bucal também significa investir em bem-estar, segurança e qualidade de vida. Problemas como dor de dente, perda dentária, dificuldade para mastigar, mau hálito, alterações gengivais e dificuldades na adaptação de próteses podem comprometer diferentes aspectos da rotina. “Quando falamos de saúde bucal, estamos falando também de alimentação, comunicação, convívio social e qualidade de vida”, explica a dentista.
A ausência de um ou mais dentes pode trazer consequências que vão além das alterações funcionais. Quando a perda dentária afeta a aparência do sorriso, é possível que o paciente desenvolva sentimentos de constrangimento e insegurança. “É muito comum recebermos pacientes que colocam a mão na frente da boca quando sorriem ou simplesmente aprenderam a sorrir sem mostrar os dentes”, relata a especialista.
Nesses casos, a reabilitação oral pode contribuir para recuperar a mastigação, a saúde bucal e a confiança. Dependendo das necessidades de cada pessoa, o tratamento pode envolver próteses, implantes, procedimentos restauradores, ortodontia ou a combinação de diferentes técnicas.
A dentista ressalta, porém, que cada caso deve ser avaliado individualmente. O objetivo não é alcançar um padrão universal de beleza, mas restabelecer a saúde e a função, buscando um resultado natural e respeitando as características de cada paciente.
Estética em alta, mas com responsabilidade
Em um cenário de crescente valorização da aparência, especialmente nas redes sociais, a busca por procedimentos odontológicos estéticos exige atenção. Nem toda característica do sorriso representa um problema de saúde ou uma necessidade de intervenção.
Existem tratamentos indicados para dentes desgastados, fraturados, escurecidos ou que apresentam outras alterações. Em contrapartida, pessoas com dentes saudáveis também podem desejar mudanças exclusivamente estéticas. Nesses casos, é fundamental avaliar os benefícios, os riscos e a necessidade real de cada procedimento.
A função e a preservação dos dentes devem ser prioridades. A estética pode fazer parte do planejamento odontológico, mas não deve comprometer a saúde bucal. “Um sorriso bonito não é simplesmente um sorriso extremamente branco ou perfeitamente alinhado. Um sorriso bonito também precisa ser saudável, funcional e natural. A melhor estética é aquela que respeita a saúde e a individualidade do paciente”, destaca Flávia.
E nem sempre a transformação do sorriso exige procedimentos extensos. Dependendo da avaliação clínica, uma profilaxia, o tratamento gengival, um clareamento bem indicado, uma pequena restauração ou uma correção ortodôntica podem proporcionar resultados significativos.
A escolha do tratamento deve ser proporcional à necessidade do paciente. Sempre que possível, a odontologia deve priorizar abordagens conservadoras, que preservem a estrutura dental saudável e evitem intervenções desnecessárias.
A pergunta que deve orientar o planejamento é: vale a pena comprometer a função de um dente em nome da estética? Para a especialista, saúde, função e aparência precisam caminhar juntas, e nenhuma mudança estética deve justificar prejuízos evitáveis à estrutura dental.
Para quem deixou de sorrir por vergonha dos próprios dentes, a recomendação é procurar um cirurgião-dentista e conversar sobre as possibilidades de tratamento. Há alternativas para diferentes necessidades, desde procedimentos simples até reabilitações mais complexas. “Antes de transformar um sorriso, precisamos escutar a pessoa que existe por trás dele”, afirma a dentista.
Portanto, o cuidado odontológico deve ter como propósito recuperar a saúde, restabelecer a função e proporcionar mais segurança no dia a dia. Afinal, voltar a sorrir com tranquilidade também pode significar recuperar a liberdade de se expressar e de se relacionar com o mundo.
Flávia Rabello de Mattos
Localizada há mais de 30 anos na Tijuca, no Rio de Janeiro, a clínica Centro de Reabilitação Rabello (CORR) é dirigida pela cirurgiã-dentista Flávia Rabello de Mattos e se destaca por oferecer uma abordagem integrada e personalizada em reabilitação oral. Flávia Rabello de Mattos é a primeira doutora em Implantodontia do estado do Rio de Janeiro, pós-doutorada em Engenharia dos Materiais pelo IME-RJ, além de mestre e doutora em Odontologia.
Site: draflaviarabellodemattos.com.br | @flaviarabellodemattosoficial
