A trajetória de Édith Piaf (1915-1963) é marcada por imenso sucesso, mas também por muitas perdas, tropeços, recomeços, desafios e superações. Uma das maiores vozes do século XX, a cantora francesa eternizou sucessos e transformou em canto e potência criativa toda a sua acidentada biografia. Com a estreia de ‘PIAF – Eu não me arrependo’, sua história vai ressurgir nos palcos em um espetáculo inédito, com dramaturgia de Newton Moreno e Alessandro Toller, direção de Sergio Módena, Laila Garin no papel-título em mais uma superprodução da Aventura. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Riachuelo Rio, de 10 de outubro a 1º de novembro.
O musical é apresentado pela Bradesco Seguros, com apoio da Atlas Schindler, via Lei Federal de Incentivo à Cultura e acompanha a jornada de Piaf desde a infância marcada pela pobreza até a consagração mundial, em um percurso marcado por muitos amores, por seu envolvimento com a resistência francesa e por seus diversos problemas de saúde. Acompanhada por uma orquestra (com direção musical de Claudia Elizeu) e 12 atores em cena, Laila Garin encara o desafio de dar voz a canções icônicas, como ‘La Vie en Rose’, ‘Hymne à l’Amour’, ‘Padam, Padam’, ‘Milord’ e ‘Non, Je Ne Regrette Rien’.
Responsável por também reviver a célebre voz de Elis Regina em ‘Elis, A Musical’, Laila reprisa a parceria com a Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, produtora de ambos os espetáculos.
‘Contar a história de Piaf em um musical é falar sobre vencer o destino que nos é imposto, mas celebrar a força feminina, a solidariedade e a vida inspiradora de uma mulher que superou todos os desafios e que jamais se arrependeu de suas escolhas’, analisa Aniela Jordan, diretora artística da Aventura.
Édith Piaf
Édith Piaf nasceu em Paris em 19 de dezembro de 1915. Criada entre um bordel, uma caravana circense e um bairro de classe trabalhadora, Piaf foi descoberta cantando na rua e iniciou sua carreira em um cabaré na Champs-Elysées.
Em 1935, cantando nas ruas de Pigalle, foi descoberta por Louis Leplée, que a levou para cantar no cabaré de sua propriedade, o Le Gerny’s. Com ele, aprendeu as técnicas de apresentação no palco e foi apelidada de “La Môme Piaf” (pequeno pardal).
Mesmo durante a ocupação da França pelos alemães, na Segunda Guerra Mundial, Piaf continuou cantando. Em 1945, escreveu “Le Vie em Rose”, um dos seus maiores clássicos. Em 1947, fez seu primeiro show nos Estados Unidos. Em 1948, de volta ao país, conheceu o pugilista Marcel Cerdan, com quem teve um grande romance, mas que terminou com a morte de Marcel em um acidente de avião em 1949. Em sua memória, Piaf gravou a célebre “Hymne à l’amour” e “Mon Dieu”.
Abalada emocionalmente pela morte do companheiro e com fortes dores provocadas pelo reumatismo, Piaf passou a fazer uso da morfina e se entregou ao álcool. Em 1951, sofreu um sério acidente de carro, sendo submetida a várias cirurgias e novas injeções de morfina. Mesmo fragilizada, realizou apresentações memoráveis no Olympia de Paris e no Carnegie Hall de Nova Iorque.
Após um rápido romance com Charles Aznavour e um casamento de quatro anos com Jacques Pills, ela se envolveu com o cantor Georges Moustaki. Em 1958, ao lado dele, Piaf sofreu um grave acidente de carro, que lhe causou um traumatismo craniano e fragilizou de vez sua saúde. Depois de tanta tragédia em sua vida, em 1960, Piaf interpretou “Non, Je Ne Regrette Rien”, que se tornou um de seus maiores sucessos.
Sem condições de retomar a carreira, Piaf se retirou para o sul da França, onde viveu seus últimos dias ao lado de seu marido Theo Sarapo e de sua enfermeira. Edith Piaf faleceu no dia 10 de outubro de 1963.
PIAF- EU NÃO ME ARREPENDO
- Newton Moreno e Alessandro Toller – Dramaturgia
- Sergio Módena – Idealização e direção
- Cláudia Elizeu – Direção Musical
- Alonso Barros – Direção de Movimento e Coreografia
- André Cortez – Cenografia
- Karen Brusttolin – Figurino
- Feliciano San Roman – Desenho de Visagismo, Cabelos e Perucas
- Keila Santos – Desenho de Maquiagem
- Wagner Antônio – Desenho de Luz
- Gabriel D’Angelo – Desenho de Som
- Gustavo Wabner – Diretor Assistente
- Rafael Michalichem – Assistente de Direção
- Elenco por Marcela Altberg
- Bianca Caruso – Direção de Produção
- Aniela Jordan – Direção Artística e Produção Geral
- Luiz Calainho – Direção de Negócios e Marketing
Com Laila Garin (Piaf), Luísa Vianna (Piaf alternante / Coro), Bernardo Berro (Louis Leplée / Charles Dumont), Bruna Pazinato (Marlene Dietrich / Marguerite), Claudio Lins (Jean Cocteau / General Wetcher), Erika Riba (Dedée / Santa Teresa), Gabriel Vicente (Louis Gassion / Jornalista – 1º ato / Jacques Pills / Théo Sarapo), Leonardo Ventura (Raymond Asso / Nazista / Bourgeat), Luciana Ramanzini (Momone / Marianne Michel), Martina Blink (Marianne Michel / Marie Dubas / Simone / Mãe de Piaf), Patrick Amstalden (Marcel Cerdan / Bruno Coquatrix / Policial / Médico), Thiago Marinho (Louis Dupont / Mitty Goldin / Loulou), Bruno Ospedal (Coro / Pianista / Jornalista – 2º ato), Carol Lippi (Coro), Shantala Marthins (Coro), Vitor Veiga (Coro) e Vinicius Cosant (Swing).
O ELENCO DESTE ESPETÁCULO PODE SER ALTERADO SEM AVISO PRÉVIO
Serviço: PIAF – Eu não me arrependo
- Temporada: 10 de outubro a 01 de novembro
- Dias e horários: Quintas e sextas, às 20h
- Sábados, às 15h30 e 20h
- Domingos, às 15h
- Valores: Ingressos (1º lote) de R$ 50 a R$ 300
- Classificação indicativa: 12 anos
Menores de 12 anos poderão assistir ao espetáculo desde que acompanhados por seus responsáveis legais ou por acompanhante autorizado, maior de 18 anos. Quando o acompanhante não for o responsável legal, será necessária autorização formal assinada pelo responsável, acompanhada da documentação exigida. A relação de documentos varia conforme o vínculo do acompanhante com o menor.
- Duração: 150 min + 15 minutos de intervalo
- Vendas: https://www.ingresso.com/espetaculos/piaf-eu-nao-me-arrependo?utm_source=trr_site&utm_medium=organico&utm_campaign=trr_piaf
- Teatro Riachuelo Rio – Rua do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Alegrai, um musical circense brasileiro
Do picadeiro ao palco, o circo ganha adaptação 8teatral no Teatro Carlos Gomes

“Alegrai”, Unicirco, – Foto: Renzo Gostoli
O espetáculo Alegrai, um musical circense brasileiro, estreia dia 1º de outubro, às 19h, no Teatro Carlos Gomes, em curta temporada até 11/10 (quinta a sábado às 19h, domingos às 18h). Idealizado por Ivo Oliveira e Luciana Nabuco que assinam a dramaturgia e direção, o musical valoriza as histórias afro-brasileiras em seus ritos, a linguagem circense transmutada em Encantarias, o Carnaval e o Teatro de Revista. As ruas, seus artistas e as macumbas cariocas ganham vida através do Povo da Lira, sob direção musical de Ivo Oliveira e Rodrigo Ferrera.
Apresentado por cerca de três anos na sede do Instituto Unicirco Marcos Frota, na Quinta da Boa Vista, apenas reunindo números circenses, a nova produção assume versão teatral para ocupar o Teatro Carlos Gomes. No palco, são 23 artistas circenses e uma banda de 8 músicos. O elenco promove um encontro de gerações ao reunir o veterano ator José Araújo, de 82 anos, com jovens talentos como a cantora e compositora Júlia Vargas, o ator Hugo Germano — também responsável pela preparação teatral do grupo — e a cantora Nina Wirtti.
Pela primeira vez em quase 100 anos, uma companhia circense ocupa novamente um teatro na mítica Praça Tiradentes. O espetáculo é a celebração da cultura popular através do circo, as tradições afro-brasileiras, a música, o samba, o carnaval, a ancestralidade pulsante. É a expressão do corpo brasileiro em seu sonho livre, aberto e ousado — ressalta Luciana.
A trilha sonora original é de Ivo Oliveira, Mauro Aguiar, Rodrigo Ferrera, Júlia Vargas, Gui Fleming, Yuri Villar, Diogo Brandão e Luciana Nabuco. “O projeto para o teatro nasceu das canções autorais, com a dramaturgia sendo construída por Luciana ao longo do processo. A canção Frevo Alegrai, minha parceria com Mauro Aguiar, inspirou o título da montagem” — finaliza Ivo.
Ficha Técnica
Encantados Circenses: Patricia Martinelli, Jackie, Dani Decabeza, Déborah Theodora, Kauane, Flávia Barros, Mayumi Bataches, Deivid Cruz, Pedro Funchal, Hugxs, Faber Decabeza, Mateus, Emerson Bola, Tião Gabriel, Popó, Black, Anderson Petrucio, Tarso Vicenti, João Silvas, Duduzih e Mika Beza | Figurinos, cenário e identidade visual: Luciana Nabuco | Costureiros: André Wonder, Flávio Sabrá e Izaquis | Banda: Rodrigo Ferrera (baixo e voz), Gabriel Loddo (bateria e cavaquinho), Léo Santos (percussão), André Dantas (guitarra e violão), Ivo Oliveira (teclado e voz), Yuri Villar (sax e flautas), Anderson Ferraz (trompete), Moisés Barbosa (trombone) | Compositores: Ivo Oliveira, Mauro Aguiar, Luciana Nabuco, Júlia Vargas, Rodrigo Ferrera, Yuri Villar, Diogo Brandão | Arranjadores: Ivo Oliveira, Rodrigo Ferrera, Yuri Villar e Elisio Freitas | Luz: Paulo Denizot e André Frota, Kelson Santos e Mel Agripino | Som: Mario Filho e Anderson Leite/ | Imagens: Renzo Gostoli e Juliana Cofe.
Mandigas Brasileiras e Fundangas Encantadas
Entrada franca
No dia 9 de outubro, quinta, às 15 horas, será realizada uma mesa no Salão Guarany, dentro do Teatro Carlos Gomes. Participam Luiz Antonio Simas (escritor e professor),Helena Theodoro (Educadora, filósofa, pedagoga e escritora, uma das maiores intelectuais brasileiras) e Rita Benneditto (cantora), em torno do tema “Mandingas brasileiras e fundangas encantadas”. Mediação de Brendow Gabriel (Doutorando e mestre em Filosofia pelo PPGF-UFRJ).
Mais do que simples apresentações individuais, o encontro se configura como um debate vivo e aberto, em que os convidados entrelaçam saberes da filosofia, da música e da tradição popular. Trata-se de um espaço de diálogo, onde cada participante compartilha suas ideias e, em seguida, interage com o público, explorando de que forma as mandingas brasileiras e fundangas encantadas se manifestam na cultura, continuando a encantar e provocar reflexões no presente.
Serviço
Alegrai, um musical circense brasileiro
Dramaturgia e direção: Ivo Oliveira e Luciana Nabuco
Com 23 artistas do Instituto Unicirco Marcos Frota
Participações especiais:
- José Araújo e Hugo Germano (atores)
- Júlia Vargas (cantora e compositora)
- Nina Wirtti (atriz, cantora e compositora)
Banda: Rodrigo Ferrera (baixo e voz), Gabriel Loddo (bateria e cavaquinho), Léo Santos (percussão), André Dantas (guitarra e violão), Ivo Oliveira (teclado e voz), Yuri Villar (sax e flautas), Anderson Ferraz (trompete), Moisés Barbosa (trombone)
Direção musical: Ivo Oliveira e Rodrigo Ferrera
Estreia: 1 de outubro, às 19h
Local: Teatro Carlos Gomes – Praça Tiradentes, Centro – Rio de Janeiro
Temporada: até 11/10
Horários: Qui a sáb | 19h · Dom | 18h
Ingressos: R$ 80 (inteira) · R$ 40 (meia)
Venda: Sympla – link (bileto.sympla.com.br in Bing) e bilheteria
Duração: 75 min | Classificação: Livre
Gongada Drag reúne Suzy Brasil, estrelas de Drag Race Brasil e grandes nomes do humor no Teatro Riachuelo Rio

Gongada Drag
O palco do Teatro Riachuelo Rio recebe, na quarta-feira, 30 de setembro, às 20h, uma nova edição do Gongada Drag. Criado e apresentado pelo humorista Bruno Motta, o espetáculo reúne diferentes gerações da arte drag e da comédia LGBTQIA+ brasileira em uma noite de performances, improviso, interação com a plateia e muito deboche.
O elenco desta edição é formado por Suzy Brasil, DaCota Monteiro, Nando Gald, Deco Machado, Melina Blley e Chanel, além do anfitrião Bruno Motta. A seleção combina artistas consagrados do humor, fenômenos das redes sociais e duas participantes da segunda temporada de Drag Race Brasil.
Inspirado no formato do roast, o Gongada transforma a provocação em espetáculo. No palco, as artistas apresentam números e participam de jogos e desafios de humor, nos quais ninguém está livre das piadas, nem mesmo quem segura o microfone.
Cada apresentação recebe uma formação diferente, criando um show único e imprevisível. O público encontrará um elenco marcado por trajetórias de destaque:
Suzy Brasil — Um dos maiores nomes da comédia drag brasileira, foi campeã da quinta temporada de LOL: Se Rir, Já Era!, no Prime Video, após ter sido vice-campeã da terceira edição. Também venceu o Prêmio PRIO do Humor com o espetáculo Bye Bye Bangu e foi anunciada como jurada da nova temporada do Prêmio Multishow de Humor, com Dani Calabresa.
DaCota Monteiro — Drag queen, atriz, comediante e criadora de conteúdo, ganhou projeção em realities como Queen Stars Brasil e Corrida das Blogueiras. Na televisão, tornou-se apresentadora de La Maison: Drag Me As a Queen, ao lado de Lia Clark.
Nando Gald — Influenciador carioca que viralizou com vídeos de humor sobre o cotidiano, a comunidade da Urucânia e sua paixão pelo Vasco. Com seu bordão “Respeita a minha história!”, tornou-se uma voz de representatividade LGBTQIA+ dentro de um ambiente tradicionalmente marcado pelo machismo: as arquibancadas do futebol.
Deco Machado — Comediante e publicitário que transforma vivências relacionadas ao autismo, à bissexualidade e à umbanda em humor. Seus vídeos conquistaram as redes sociais e deram origem a espetáculos como Testemunha de Oxalá, seu solo de stand-up umbandista.
Melina Blley — Finalista da segunda temporada de Drag Race Brasil, encerrou a competição entre as três melhores participantes. A artista paraibana radicada no Rio destacou-se pelos visuais grandiosos, pela presença de palco e por sua personalidade marcante.
Chanel — Uma das revelações da segunda temporada de Drag Race Brasil, é conhecida pela capacidade de transitar entre glamour, terror e cultura pop. Após o reality, tornou-se apresentadora de Mostra a Mala, produção oficial da WOW Presents Plus dedicada aos bastidores e aos looks das participantes da temporada.
Bruno Motta — Criador e apresentador do Gongada Drag, é um dos pioneiros do stand-up brasileiro. Foi um dos criadores do Furo MTV, apresentou o espetáculo de improviso Improvável e acumula participações em programas como Altas Horas, The Noite, Conversa com Bial e Programa do Jô.
Ao levar a linguagem do roast para um grande palco, o Gongada Drag celebra uma tradição histórica da cultura LGBTQIA+: rir de si, responder com inteligência e transformar provocação em arte. O resultado é um encontro entre humor, performance e representatividade que já passou por importantes teatros do país.
Serviço: Gongada Drag
30 de setembro (quarta-feira), 20h
Valores:
Plateia VIP – R$ 220,00
Plateia – R$ 180,00
Balcão Nobre – R$ 150,00
Balcão – R$ 50,00
Classificação etária: 14 anos
Duração: 120 minutos
Teatro Riachuelo Rio – Rua do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
O Céu da Língua, com Gregorio Duvivier, volta a São Paulo para série de apresentações no Espaço Unimed, de 7 a 11 de outubro

O Céu da Língua, de Gregório Duvivier e Luciana Paes volta a São Paulo para novas apresentações, desta vez no Espaço Unimed, entre os dias 7 e 11 de outubro de 2026. A peça é uma comédia sobre a presença quase invisível da poesia no cotidiano e, desde sua estreia, reúne importantes reconhecimentos: Gregorio Duvivier conquistou o Prêmio Bibi Ferreira 2025 na categoria Melhor Ator em Peça de Teatro. O espetáculo também foi indicado nas categorias Melhor Peça de Teatro, Melhor Direção de Peça de Teatro e Desenho de Luz em Peça de Teatro. No Prêmio do Humor RJ 2026 foi vencedor nas categorias Texto e Espetáculo, além de ter sido indicado nas categorias de Direção e Performance. O espetáculo ainda recebeu indicação ao 36º Prêmio Shell de Teatro na categoria Iluminação e levou o 20º Prêmio APTR de Teatro na categoria Dramaturgia (além de ter sido indicado nas categorias Ator, Espetáculo, Produção de Teatro e Iluminação).
Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.
“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.
A direção é da atriz Luciana Paes, que também divide a dramaturgia do espetáculo com Gregorio. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, figurino de Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente e luz de Ana Luzia de Simoni, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora:
“Acredito que o Gregorio tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.
“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define.
“O Gregorio simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregorio intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”
Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregorio, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados.
As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregorio extrai humor.
Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos.
Nesta cumplicidade com a plateia, Gregorio mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregorio e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.
O público também poderá adquirir itens exclusivos da lojinha oficial do espetáculo no link de venda de ingressos ou no teatro, antes e depois de cada sessão. Entre os produtos disponíveis estão o livreto O Céu da Língua, o livro Aos Pés da Letra (Editora Companhia das Letras), ecobag, camisetas nas cores off white e preta, em diferentes tamanhos, versões do Caderno Azul (com e sem pauta) com acabamento em verniz ou dourado acompanhados de lápis.
Ficha técnica
- Interpretação: Gregorio Duvivier
- Direção: Luciana Paes
- Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes
- Assistente de direção, criação visual e projeções: Theodora Duvivier
- Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune
- Iluminação: Ana Luzia de Simoni
- Técnico de Luz: Lelê Siqueira
- Desenho de Som: Dugg Mont
- Diretor de Palco: Reynaldo Thomaz
- Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente
- Cenografia: Dina Salem Levy
- Assistente de cenografia: Alice Cruz
- Comunicação: Lucas Sancho
- Fotos: Annelize Tozetto e Priscila Prade
- Identidade visual divulgação: Laercio Lopo
- Design gráfico livreto O Céu da Língua: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David
- Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
- Marketing digital: Renato Passos
- Lojinha oficial: Ana Clara Porto
- Assistentes de Produção: João Byington de Faria e Rafaela Correia
- Produtora Assistente: Dani Mattos
- Produtor Executivo: Lucas Lentini
- Gerente de Projetos: Andréia Porto
- Direção de Produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha
- Produção: Pad Rok
Serviço
O Céu da Língua, com Gregorio Duvivier
Quando: de 7 a 11 de outubro de 2026
Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP
Ingressos: R50aR200
Vendas online em https://www.ticket360.com.br/evento-composto/667/ingressos-para-gregorio-duvivier-o-ceu-da-lingua
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Duração: 85 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 3.214 lugares
Sou formada em jornalismo pela Universidade Gama Filho, apaixonada por
eventos culturais, em especial o teatro, que nos faz viajar, pensar, sonhar,
sorrir, chorar e amar.