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Contexturas

por Redação
Kátia Brasileiro

A artista pernambucana Kátia Brasileiro faz pela primeira vez  individual no Rio de Janeiro, onde vive atualmente. A mostra pode ser visitada no Ceperj até 10 de março

A artista vem, ao longo das últimas décadas, aprimorando e consolidando seu trabalho, expresso de modo particular por cores vibrantes e textura pronunciada, técnicas que ela sabe manejar como poucos (Girley Brazileiro, colecionador de arte)

A relação de Kátia Brasileiro com as artes visuais é antiga. Remete à infância, no Recife, sua terra natal e onde participou, aos 7 anos, da sua primeira exposição. A mostra foi uma coletiva de final de curso, na sede da AABB, e Kátia, então uma menina, estava entre os expositores. Ela não fazia ideia, mas começava a estreitar ali laços com a pintura que a acompanham desde então. O tempo passou e ela, acompanhando o marido engenheiro, foi de Pernambuco à Paraíba, de lá para o Rio, depois São Paulo e, de novo, o Rio. Durante essas andanças, a pintura sempre a acompanhou. Participou de mostras (muitas coletivas) e ganhou prêmios como o 1º Grande Troféu Suzano de Artes Plásticas. De volta ao Rio, onde está desde 2005, ela faz, aos 61 anos, sua primeira individual na cidade. Contexturas ocupa a Sala Djanira na Fundação Ceperj, onde pode ser visitada até 10 de março, das 10h às 16h, com entrada franca.

Tela de Kátia Brasileiro

Tela de Kátia Brasileiro

A mostra tem curadoria da artista visual matogrossense Regina Maslem e reúne 27 obras, muitas feitas especialmente para essa individual – a primeira da artista no Rio. Em mais de 40 anos de carreira, Kátia Brasileiro já usou de diferentes técnicas até encontrar um estilo próprio. Começou, como a grande maioria dos artistas, usando óleo sobre a tela. Houve a fase da tinta acrílica até chegar à texturização, que dá às obras um resultado impactante – e único. “Uso e abuso das texturas, feitas com os mais diversos materiais, e, dependendo do tema, o material é recolhido na própria natureza”, explica a artista apontando para um diferencial no seu estilo: “Tenho uma técnica, que uso há muitos anos, que é a de pintar toda a obra e depois repintá-la, dando alguns efeitos e a desconstruindo”.

E foram muitas as vezes em que essa artista se desconstruiu e se reconstruiu. A arte de Kátia Brasileiro desconhece divisas territoriais e chega aos mais variados lugares – do Nordeste a São Paulo e, agora, à Fundação Ceperj, no Rio de Janeiro. Alguns desses lugares são recônditos.  É o caso dos corações dos que se emocionam com suas pinturas.

Sobre a artista:

Kátia Venâncio Brasileiro nasceu no Recife, onde teve seu primeiro contato com as artes. Formada em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), trabalhou como designer gráfico no Polonordeste, na Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), no Núcleo de Programação Visual do Estado de Pernambuco e na Empresa Paraibana de Turismo (PBTUR).

Serviço:

Contexturas, de Kátia Brasileiro

Visitação: de segunda a sexta, das 10h às 16h. Até 10 de março

Onde: Fundação Ceperj (Sala Djanira) – Av. Carlos Peixoto, nº 54, Botafogo (Tel: 21 2334-7301)

Entrada franca

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