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Segunda edição do BraJazz Fest reúne grandes nomes do jazz nacional em evento gratuito, de 7 a 10 de julho, no Rio de Janeiro

por Redação
Pian Orquestra 2016

Em plena retomada cultural, na volta dos encontros, dos abraços e com celebrações repletas de otimismo, o Rio de Janeiro recebe um presente. O jazz nacional será celebrado em quatro dias em um evento exclusivo, intimista, plural e gratuito. O BraJazz Fest apresenta a alta qualidade e a potência da música brasileira para o público da cidade e visitantes. O festival chega à segunda edição com mais maturidade e pronto para enaltecer a excelência dos artistas brasileiros e a riqueza rítmica da música nacional. Serão recebidos músicos de  Rio Grande do Sul à Belém do Pará, prestigiando diversas regiões do Brasil. O evento acontece no Teatro XP, no Jockey Club Brasileiro, zona sul do Rio de Janeiro, de 7 a 10 de julho com palestras a partir das 17h30 e shows a partir das 19h. São 366 lugares no teatro e serão distribuídas senhas 30 minutos antes de cada show. A capacidade de público é limitada.  Serão duas atrações musicais por dia, além de palestras sobre temas diversos e com transmissão ao vivo no canal do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UC_HAs92v_hlyBSNV9tUh7Wg).

O evento, idealizado e realizado por Renato Byington, da  D+3 Produções, reflete toda a experiência dos grandes eventos assinados pela produtora, como o Vibra Open Air, que celebra 20 anos em 2022 e acaba de encerrar uma temporada de sucesso em São Paulo. Com o BraJazz Fest, o objetivo é apresentar a alta qualidade e a potência da música brasileira de forma gratuita para toda a população. O curador, Bernardo Pauleira, músico, produtor e gerente de A&R na Warner Music Group, com mais de 20 anos de carreira, elegeu um tema por dia como fio condutor das apresentações durante a programação que invadirá o Jockey Club Brasileiro, no Teatro XP. PianOrquestra, Jazz das Minas, Ney Conceição Quinteto, Mauricio Einhorn são algumas das atrações que vão levar o público nesta jornada pelo jazz nacional. 

Para Renato Byington, a ideia nasceu a partir do desejo de apresentar as várias facetas da música brasileira . “É um convite para o público se entregar ao reencontro com alguns dos melhores músicos brasileiros, curtir a música na sua excelência, em um ambiente leve e descontraído. Acho importante que neste momento a gente possa proporcionar espetáculos de alta qualidade cultural, em um clima leve e despretensioso”, afirma. 

Segundo Bernardo Pauleira, o conceito que determinou a escolha das atrações foi a desmistificação do jazz como uma música distante da realidade atual. Ele acredita que o gênero passa por um momento de expansão no país, o que precisa ser celebrado. “Nosso principal desafio era unir a força, a sofisticação e as harmonias da música brasileira com a liberdade do jazz. Isso tudo trazendo músicos e instrumentistas que circulam pela MPB dentro do formato do jazz, que é de improvisação”, explica Bernardo

As atrações da abertura do evento vão levar o público a conhecer duas faces do que pode ser uma orquestra, com a apresentação do PianOrquestra e Orquestra Atlântica, que trazem propostas diferentes a partir de uma mesma matriz: o piano. A PianOrquestra traz um conceito inovador que coloca o piano como centro de uma multiplicidade sonora. São cinco músicos que exploram o instrumento de diversas formas, simultaneamente, possibilitando uma musicalidade incomum. Já a Orquestra Atlântica reúne 11 renomados instrumentistas numa big band de alto padrão artístico, num formato mais clássico e com um repertório bem brasileiro. 

O segundo dia do festival segue na esteira da brasilidade, com repertório do jazz ao choro. O multi-instrumentista Dirceu Leite vai enaltecer as raízes regionais de choro, ao lado do quarteto, com ritmos ancestrais e repertório com clássicos do estilo. Enquanto, o quinteto Jazz das Minas, grupo formado apenas por mulheres, vai sacudir as estruturas do Teatro, com uma roda de afro-samba-jazz impecável. 

No sábado, dia 9 de julho, o groove do baixo vai comandar o palco com sotaques diferentes. Guto Wirtti, do Rio Grande do Sul, é um dos instrumentistas mais requisitados da música brasileira e já atuou com nomes como Yamandu Costa, Hamilton de Holanda e João Bosco. Ele abre a noite, com uma formação de quarteto. Em seguida, Ney Conceição, natural de Belém do Pará, vai trazer  para o palco do teatro os anos de experiência que acumulou ao tocar com grandes nomes como João Nogueira, Moraes Moreira, Zé Keti, Paulinho Trumpete e tantos outros, sem deixar o groove sair do tom.

O último dia do festival traz uma bela festa de encerramento. O gaitista Mauricio Einhorn vai abrilhantar o Jockey Club, no auge dos seus 90 anos, ao lado de Ricardo Silveira e Jefferson Lescowich, nomes consagrados da cena jazz nacional. Por fim, uma jam session impecável vai trazer o ritmo necessário para fechar a segunda edição do BraJazz com chave de ouro: a apresentação de Claudio Dauelsberg, Ney Conceição (baixo), Erivelton Silva (bateria) e convidados especiais, como Robertinho Silva, Nivaldo Ornelas, Edgar Duvivier, Torcuato Mariano, Jessé Sadoc, Bigorna e José Staneck.   

Além disso, palestras sobre o cenário do jazz atual também vão fazer parte da programação diária. No primeiro dia, Claudio Dauelsberg fala sobre as diversas possibilidades do piano. Em seguida, no dia 8 de julho, o público vai poder repensar sobre o papel das mulheres instrumentistas com Maira Freitas e Mônica Avila. Já no dia 9, Dirceu Leite vai tratar da iniciação musical através de nossas raízes musicais, fazendo um passeio pela música nacional. Por fim, Robertinho Silva vai fechar o festival falando sobre a diversidade rítmica brasileira. As palestras estão alinhadas com os números musicais. Ou seja, o espectador é convidado a refletir mais profundamente sobre um assunto e aproveitar a riqueza da música instrumental brasileira.

O BraJazz Fest nasceu como um festival intimista e, na segunda edição, pretende manter o clima contemplativo e sensível da estreia em 2019. Entre os dias 7 e 10 de julho, o Teatro XP será o epicentro do jazz no país, sem perder o sotaque brasileiro. O reencontro, após três anos da primeira edição, terá notas de saudade e a promessa de celebrar a arte nacional com aquilo que a música tem de melhor, reunindo passado e futuro no mesmo palco. 

Serviço
De 7 a 10 de julho

Início das palestras – 17h30 

Início do 1º set – 19h

Início do 2º set – 21h

A distribuição de senhas começam 30 minutos antes de cada show

Teatro XP – Jockey Club Brasileiro – Av. Bartolomeu Mitre, 1110 – Leblon, Rio de Janeiro
Telefone:  (21) 3807-1110
Entrada gratuita

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