Fábio de Luca mostra outro lado na peça Sedes, em cartaz até o dia 28 de agosto no Teatro Glaucio Gill

Ator, diretor e roteirista, Fábio de Luca está no elenco fixo do Porta dos Fundos. Neste mês, ele pode ser visto nos palcos fazendo drama na peça “Sedes”, no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, no Rio. Paralelamente, o artista ainda comanda o canal “Amigos de Luz”, em que aborda o espiritismo no Youtube.

Com 43 anos e 25 de carreira, Fábio de Luca ganhou exposição na internet ao entrar para o elenco do canal Parafernalha, onde também foi roteirista. No cinema, já atuou em vários longas, como “Juntos e Enrolados” e “Ninguém é de Ninguém”. No streaming, fez parte do elenco do vencedor do Emmy de 2019 “Se Beber Não Ceie” e da série “Eleita”, na Prime Video. E, na TV, acumula participações em programas como “Tô de Graça”, “Filhos da Pátria”, “Pico da Neblina”, “Sob Pressão”, “Um contra Todos”.etc.
Fábio de Luca foi premiado pelo roteiro do curta “Do Meu Lado” (disponível no Youtube) no 10º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões.

SOPA CULTURAL: Como tem sido pra você, Fàbio de Luca, fazer um drama já que é bem conhecido por trabalhos de humor?

FÁBIO DE LUCA: Tem sido como aprender a dançar um tango depois de anos de samba. Não que eu ache que um seja mais nobre ou sofisticado que o outro – longe disso! Para mim, comédia tem tanto valor quanto drama, além de ser mais difícil de fazer. Mas é uma nova melodia, um novo ritmo. É sobre ampliar meus horizontes como profissional e provar para mim mesmo que posso encarar personagens mais profundos e complexos (mentira, para provar para mim nada que eu já sabia, para provar para os produtores de elenco! Por favor! Me escalem também para papéis dramáticos!. Não, mentira, é só pela satisfação artística mesmo.

SOPA CULTURAL: Fale um pouco sobre Sedes e como foi a preparação para a peça. 

FÁBIO DE LUCA: “Sedes” traz uma reflexão sobre porque a gente se mata. Mas não só na questão do suicídio, que já é uma das maiores causas da morte de jovens no mundo. Mas é sobre matar algo além da vida orgânica, matar algo da própria identidade. Seja em nome da estabilidade financeira, em nome da família, para seguir um padrão, para atender as várias imposições da sociedade, quantos de nós já não teve que matar algo de si? Uma vocação, um sonho, uma vontade, mesmo um traço da própria personalidade. A gente nasce e, se deixar, à medida que vai crescendo vai tendo que “se descascar”, ir se matando aos pedaços. Têm aqueles que se recusam. Sobre isso fala a peça.

Sobre a preparação da peça foi uma loucura. Tivemos que levantar o espetáculo em menos de um mês. Horas e horas seguidas, todos os dias, já que eram poucos. Só graças a dedicação integral da equipe e ao amor profundo pelo texto conseguimos construir um grande trabalho. 

FICHA TÉCNICA

  • SEDES, de Wajdi Mouawad
  • Direção: Thiago Bomilcar Braga
  • Tradução: Angela Leite Lopes
  • Elenco: Felipe de Carolis, Fabio de Luca, Luna Martinelli e Lucas Garbois
  • Direção Musical: Marcio Castro
  • Figurino: Wanderley Gomes (atual vencedor do premio Shell e do prêmio APTR de melhor
  • figurino)
  • Iluminação: Paulo César Medeiros
  • Arte e ilustrações: Laerte Késsimos
  • Assistente de Produção: Amanda Loretti
  • Produção Executiva: Ana Beatriz Figueras e Joana D’Aguiar
  • Direção de Produção e Idealização: Felipe de Carolis

SERVIÇO:

  • Datas: até 28 de agosto
  • Horário: 20h
  • Duração: 1h30
  • Endereço: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana, Rio de Janeiro
  • Classificação: 16 anos