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O Avesso e a Lenda dos Dias

Cota Azevedo participa das reflexões sobre o 100 Anos da Semana de 22 com individual inédita abordando temas como a memória e o feminino

por Redação
Cota Azevedo

Depois de passar por São Paulo, “O Avesso e a Lenda dos Dias” chega no Centro Cultural Correios Centro, no Rio, no dia 24 de fevereiro. A individual é composta por trabalhos multimídia inéditos de Cota Azevedo: pinturas, objetos, fotografia e têxtil, que propõem uma interlocução de linguagens que adentre ao universo das memórias enquanto narrativas sobreviventes do (in) conscientes coletivos. Esta é a terceira individual da artista. A exposição integra a mostra “Ecos do Moderno ao Contemporâneo”, que homenageia o centenário da Semana de Arte Moderna até o início de maio.

Sob curadoria de Edson Cardoso, a exposição contemporânea de Cota traz temáticas como memorização e o feminino, dando o destaque às vozes das mulheres, reforçando o coro das poucas (mas importantes) participantes da Semana de 22. Tendo ainda como proposta tensionar o modo como a cultura atravessa os indivíduos para além da esfera externa de significações semióticas, transita entre o dentro e fora; o particular e coletivo; a historiografia e a lembrança imaginária. A artista faz uma interface entre os fragmentos de palavra e imagem.

“Uma imagem que deixa rastros. Um fio que conduz inúmeras narrativas de vida pela morte e vice-versa. São lembranças-recortes que sobrevivem porque assim se faz a linguagem. Imagens que atravessam a palavra, ou seria ao contrário? Uma alegoria, fantasia de invenções de mundo que não se apaga, e nem pode ser apreendida por completo. Assim, ‘O avesso e a lenda dos dias’ nasceu via história, território da memória que se faz inventada é um ‘ato’ biográfico de registro de mundos pessoais e culturais. E todas amarradas entrelaçadas por linhas, formações e suturas . Todos os trabalhos aqui colocados são expostos em um ambiente em que os visitantes possam transitar pelas obras e assim tenham a oportunidade de construir um canal de interlocução entre os mesmos citados”, afirma. Cota tenta ainda ‘co -recriar’ um cenário narrativo lúdico que vá ao encontro e se enrede pelo viés intimista de cada um, situando a exposição por alas, categorias, que apontem para o conceito significativo de ‘casa’ (habitação, família, lar e etc.) em uma abordagem crítica que vai do feminino ao histórico. Fala muito do feminino, das solturas e do que sobra como construção de memória histórica e pessoal”, reforça a artista. 

 As obras estarão dispostas suspensas no ar, amarradas, e ainda deslocadas das paredes e conectadas por fios e linhas formando uma grande instalação teia-casa. Entende-se, aqui, que a própria ‘casa’ é um espaço de construção do ‘eu sujeito’ interno e externo e que este se apresenta em formação, mutação constante, e em estado de negociação com si, o outro e o mundo. Sendo assim, a escolha desta expografia que não perpassa por uma rota de trânsito única pretende que o visitante caminhe por este espaço híbrido e aberto de significações, pertinente ao universo contemporâneo da arte. 

Saiba mais sobre a artista

Cota Azevedo é natural da Bahia e reside no Rio de Janeiro. Trabalha com a narrativa experimental e com temáticas centrais a citar: a memória, fragmento e o corpo.  Em seu campo de estudo para construção do conjunto de suas obras ela investiga como a linguística e a simbologia adentram ao que é humano e como os canais individuais, coletivos, histórico e/ou temporal produzem meios comunicacionais relacionais.  A cor ganha um destaque em seus trabalhos, assim como a manufatura das obras, traços estes contidos como uma lembrança regional e litorânea das terras nordestinas que ainda a habitam. Artista multidisciplinar, jornalista crítica, curadora, tem formação de pós-graduação em História da Arte, além de Curadoria, Museologia e Gestão de produção pela Universidade Estácio de Sá, Cursa a pós em Psicanálise e a Psicologia pela Faculdade Metropolitana, e é comunicadora pela Faculdade Newton Paiva, desde 2009. Em 2021, Cota realizou duas individuais ‘Sopros’, no Rio de Janeiro, e o ‘Avesso e a lenda dos dias’, em São Paulo. Entre as coletivas que já participou, pode-se citar a sua presença na Bienal 2021, em Helsinki, na Finlândia, promovido pela galeria internacional AVA Galleria –  Espelhos 2021, no Centro Cultural dos Correios de Niterói;- Coletiva EIXO 2020 – EIXO Arte Contemporânea – Niterói; Desvio para o Vermelho – Homenagem a Cildo Meireles  –  Espaço ZAGUT; Abstração e Figuração – Espaço ZAGUT (todas no ano de 2020). E em 2019:  Doce Dezembro – Vogue Gallery; A VER – Galeria Espaço do Artista; e Respirarte – Galeria OKO de Arte Contemporânea. 

Serviço:                                                                          

“O Avesso e a Lenda dos Dias” – A artista Cota Azevedo apresenta trabalhos multimídia: pinturas, objetos, fotografia e têxtil, que propõem uma interlocução de linguagens. A individual faz parte da mostra “Ecos do Moderno ao Contemporâneo – 100 Anos da Semana de 22.

Curadoria: Edson Cardoso

Centro Cultural Correios RJ 

Abertura: dia 24/02, às 18h

Visitação: de 25/02 a 10/04/2022

Horário:  de terça a sábado, das 12h às 19h

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Entrada franca

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