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Argentina é o próximo país a ser celebrado na Série Mundo, da Orquestra Sinfônica Brasileira, dias 17 e 18 de setembro

por Redação
Concertos serão na Cidade das Artes Bibi Ferreira e contarão com regência de Lanfranco Marcelletti e participação do bandoneonista Richard Scofano

No quinto programa da Série Mundo, a Orquestra Sinfônica Brasileira prestará homenagem à cultura musical da Argentina. Sob a regência do maestro Lanfranco Marcelletti, o grupo interpretará obras de Alberto Nepomuceno e Richard Scofano, com o próprio instrumentista argentino como solista. A apresentação de domingo será no formato Concertos para a Juventude – récitas de caráter didático com ingressos a preços populares. A realização da Série Mundo conta com o patrocínio do Bradesco.

Virtuoso do bandoneón, Richard Scofano nasceu em Paso de Los Libres (fronteira com Uruguaiana), província de Corrientes, na Argentina. Descendente de três gerações de músicos, é considerado um dos bandoneonistas mais importantes de sua geração. Além de exímio virtuoso, Richard é também um brilhante compositor, como confirmam as peças que serão ouvidas essa noite. A primeira delas, Iberá, é um fascinante Concerto para Orquestra e Bandoneón. O título da composição faz referência a um dos mais importantes e belos pantanais do mundo, localizado em Corrientes, nordeste da Argentina, província na encruzilhada do Paraguai, Brasil e Uruguai. Dividida em três movimentos – “Rio Paraná”, “Iberá” e “Rio Uruguai” – a obra se inspira na flora e na fauna, festejando e exaltando sonoramente o impacto desses pântanos na riqueza cultural de Corrientes.

A segunda peça de Scofano que a OSB executa é La Tierra Sin Mal – um hipnotizante poema sinfônico inspirado em uma lenda guarani. De acordo com o relato, a “terra sem mal” é um lugar onde tudo prospera, onde não há sofrimento, nem doenças, nem morte… tudo está em harmonia. A busca por essa terra prometida se converte em matéria musical na composição de Scofano: mistério, encantamento e esplendor surgem quase palpáveis através da orquestração original e cativante do compositor.

Fechando o programa, a OSB executa a Sinfonia em Sol menor, de Alberto Nepomuceno. A composição é uma das primeiras obras do gênero escritas no Brasil e impressiona não só pelo absoluto manejo técnico do compositor no trato com a forma, mas também pela força do conteúdo expressivo que se alastra ao longo de quatro movimentos: um imponente “Allegro”; um “Andante quasi adagio” de lirismo quase brahmsiano; um rutilante “Intermezzo”, marcado “Presto; e um Finale veemente de episódios contrastantes.

Na manhã de domingo, a apresentação será adaptada para o formato “Concertos para a Juventude”. A execução musical será intercalada com comentários da atriz convidada Suzana Nascimento e contará com o primeiro movimento da obra de Nepomuceno e as peças de Scofano na íntegra.

A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA:

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 82 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a NTS – Nova Transportadora do Sudeste, como patrocinadora master, e Vibra, Sergio Bermudes Advogados e Brookfield como copatrocinadores, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

LANFRANCO MARCELLETTI:

Considerado um dos músicos brasileiros mais dinâmicos e versáteis, iniciou sua formação musical ao piano no Conservatório Pernambucano de Música de sua cidade natal, Recife. Aos dezessete anos, partiu para a Europa, onde estudou piano e composição na Hochschule für Musik und darstellende Kunst em Viena e na Musik Akademie em Zurique. Após voltar da Europa, em 1990, começou seus estúdios de regência em São Paulo com o maestro Ronaldo Bologna e seu primeiro trabalho foi como regente assistente da Orquestra Sinfônica de Recife.

Posteriormente, na Yale University (New Haven, EUA), fez mestrado e pós-graduação em regência com os professores Eleazar de Carvalho, Lawrence Leighton Smith e Günther Herbig. Destacam-se os cursos realizados com os professores Kurt Masur, Sir Colin Davis, Julius Rudel e Znedek Macal.

Em 1988 obteve o Primeiro Lugar em Piano no concurso “Jovens Solistas de Roma” e dez anos depois, o Primeiro Lugar no “II Concurso para Jovens Maestros” da Orquestra Sinfônica do Chile. Além disso, obteve importantes reconhecimentos como “Revelação Diretor do Ano”, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (1996); o prêmio “Eleazar de Carvalho” (1997) e o “Dean’s Prize” (1996), concedido pela Yale University.

Lanfranco Marcelletti Jr. regeu orquestras sinfônicas na Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, México, Polônia e Rússia. Entre as orquestras com as quais tem colaborado estão OSB, Osesp, Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, Orquestra do Teatro Comunal de Bolonha, Orquestra Sinfônica de Rossini, Orquestra de Câmara Haydn, Orquestra Nacional do Chile e a Sinfônica Galega Orquestra.

Em 2006 criou, com a artista Carmen Bermejo, o espetáculo infantil www.mozart.deus, que estreou em Valladolid (Espanha). Seu trabalho na ópera lhe rendeu inúmeros prêmios, destacando-se as produções dirigidas no Festival de Ópera Rossini em Pesaro, Itália, no Festival de Ópera Glimmerglass, na Ópera Commonwealth em Massachusetts, no Teatro Calderón em Valladolid, no “Italian Operatic Experience” e na Universidade de Albany. Também trabalhou em produções realizadas no Teatro Real de Madrid, no Vlaamse Opera na Bélgica, no Festival de Edimburgo no Reino Unido e no Tampa Bay Opera nos Estados Unidos da América.

Durante seu período nos Estados Unidos (1994-2011), foi Maestro Principal dos Cumberland Valley Chamber Players e Principal Maestro da Cayuga Chamber Orchestra. Ele ocupou os cargos de regente e professor regente no Amherst College e na Universidade de Massachusetts. De 2005 a 2012, durante os verões, atuou como diretor associado do Maestro Alberto Zedda na prestigiosa Accademia Rossiniana no Festival de Ópera Rossini (Pesaro) e como diretor principal do Festival “Música e Música” (Mercatello sul Metauro), ambos Na Itália. Atualmente colabora como Coordenador Musical do Projeto Sócio-Musical Orquestra Criança Cidadã em Recife, Brasil. Chegou ao México em 2012 para assumir a direção da Orquestra Sinfônica de Xalapa (2012-2019) e, em setembro de 2020, foi apresentado como Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Aguascalientes com a qual se comprometeu, apresentando em cada apresentação o conjunto paixão pela música e profissionalismo que o caracteriza.

RICHARD SCOFANO:

Virtuoso do bandoneón, Richard Scofano nasceu em Paso de Los Libres (fronteira com Uruguaiana), província de Corrientes, na Argentina. Descendente de três gerações de músicos, é considerado um dos bandoneonistas mais importantes de sua geração. Além de exímio virtuoso, Richard é também grande compositor (proponente do Novo Chamamé). Começou os estudos aos cinco anos de idade com seu pai, Ricardo Scofano. Com 15 anos recebeu o título de mestre de música e com 18 foi nomeado primeiro bandoneonista da Orquestra Folclórica de Corrientes.

Como produtor artístico, trabalhou com alguns dos artistas mais conhecidos da América do Sul. Com mais de trinta anos de carreira, Richard já tocou pela América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. No ano de 2015 compôs a música para ‘Carmen de Buenos Aires’, uma adaptação da ópera Carmen para tango e flamenco. Seu concerto para bandoneón e orquestra, o Iberá, estreou em outubro de 2016 em Chicago (EUA), sob a regência do maestro Mina Zikri, com a Orquestra Sinfônica Oistrakh. Já o concerto La Tierra sin Mal teve sua estreia em outubro de 2020 com River Oaks Chamber Orchestra (ROCO), Houston.

Richard também forma um duo com o pianista Alfredo Minetti. O Duo possui um disco gravado em 2016, Estaciones, com músicas autorais de Scofano. Em abril de 2021, fez pela primeira vez uma turnê pelos Estados Unidos com o renomado violonista Yamandu Costa.

Saiba mais em www.osb.com.br

PROGRAMA (17/09):

Richard Scofano – Iberá – Concerto para Bandoneon e Orquestra

  1. Rio Paraná
  2. Iberá
  3. Rio Uruguai

Richard Scofano – La Tiera Sin Mal – Poema Sinfônico inspirado em uma lenda Guarani

– Intervalo –

Alberto Nepomuceno – Sinfonia em Sol menor

  1. Allegro 
  2. Andante Quase Adagio
  3. Presto.Intermezzo 
  4. Com Fuoco

PROGRAMA (18/09):

Alberto Nepomuceno – Sinfonia em Sol menor

  1. Allegro 

Richard Scofano – La Tiera Sin Mal – Poema Sinfônico inspirado em uma lenda Guarani

Richard Scofano – Iberá – Concerto para Bandoneon e Orquestra

  1. Rio Paraná
  2. Iberá
  3. Rio Uruguai

SERVIÇO:

Série Mundo Argentina

Dia 17 de setembro de 2022 (sábado), às 19h

Ingressos: R$ 70,00 (R$35,00 meia) – Plateia e Frisa | R$50,00 (R$25,00 meia) – Camarote | R$30,00 (R$15,00) – Camarote 2º andar

Série Mundo Argentina | Concertos para a Juventude

Dia 18 de setembro de 2022 (domingo), às 11h

Ingressos: R$ 20,00 (R$10,00 meia) – Plateia e Frisa | R$10,00 (R$5,00) – Demais lugares

Local: Cidade das Artes – Grande Sala (Avenida das Américas, nº 5.300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)

Ingressos à venda na bilheteria da Cidade das Artes e no site Sympla

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